FerNanDário

FrAses que CortAm

janeiro 28, 2010 · Deixe um comentário

Tua palavra não é o golpe
Tua palavra é a faca
Adagas, canivetes
Espadas

Que nos pensares
Vão sendo empunhadas
Tua palavra é facas
Quando falas
Teus golpes

Saem da tua boca
Em frases
Facadas
Ouvidos
Dores e cortes

[inspirado no papo com Flavio N.]

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

ja ja

janeiro 20, 2010 · Deixe um comentário

Logo logo é segunda-feira
Logo logo é novo ano
Logo logo serei quarenta
Hoje já és mais de trinta

Logo logo será futuro
Lugar de nunca chegar
Logo logo vira passado
Logo logo hei de lembrar

Logo logo é dia novo
Logo logo novas idéias
Logo logo a cama, o quarto

Logo logo já foi

Logo logo
é segunda-feira
é outro ano novo
serei quarenta
Hoje já és mais de trinta

quando
será futuro
Lugar de nunca chegar
vira passado
qualquer presente
haverei de lembrar

é dia novo
novas idéias
a cama, o quarto

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

De onde vem…o que foi que te fez, isso que te causou

janeiro 19, 2010 · Deixe um comentário

Fica um vazio tão grande
Que todo som se emudece
todas as frases se terminam
palavras deixadas ao acaso
uma infinidade de trechos sem pontos finais

As emoções sentidas
Não se conseguem explicar
As emoções sofridas
As emoções

Não há o que fazer

O silêncio é tão grande
Entristeço
Não consigo entender tudo
Me apego ao amor que sinto
Quero muito estar contigo
simplesmente e feliz como fomos feitos pra ser

Tento te respeitar deitando-me ao teu lado
Tento te trazer de volta pra cá.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

novosanosvelhosamigosnovos: presenças, ausências, mosquitos, umidade e histórias

janeiro 8, 2010 · Deixe um comentário

Por vezes, não conseguimos entender direito as situações a que somos submetidos ou a que nos submetemos. É raro quando as percebemos no momento em que acontecem. Às vezes, só entendemos depois que elas passam e o depois, pode variar, de logo depois a muito depois.

Quando temos abundância constante, conforto, suprimentos, viveres, raramente nos permitimos entrar em contato com o que nos incomoda, agimos como personagens em rota de fuga de nós mesmos, desesperadamente buscando distrações e alentos para cabeças turbulentas, perturbações e problemas que vão se acumulando, confortável e traiçoeiramente…

Seja num local isolado, uma casa com recursos parcos, com mosquitos muitos, com umidade brotando da pedra, cozinhas vertendo água, enfim, com tantas adversidades e incômodos quanto pessoas boas e de bem. Seja na lembrança, invariavelmente pudemos estar um para o outro, cada qual com sua história e contribuição, pudemos trocar e gerar um grupo que evoluiu individual e coletivamente. Independente da nossa capacidade sempre individual de percepção e da nossa presença física.

Às vezes, para transformarmos algo em novo temos que remexer no que é velho
Naquilo que persistimos em carregar conosco, ocupando espaços físicos e lógicos
Físicos e mentais, criando desvios e distorções no perceber do que nos cerca

Às vezes, para invocarmos o que trazemos de velho, precisamos ouvir o que o outro, outra pessoa, traz de novo.
Velho pra um, novo pra outro; é fato, nada de novo nisso, os conceitos de novo e velho estão relacionados aos sujeitos da experimentação, suas histórias e experiências.

Precisamos ouvir o novo que está incomodando, precisamos perceber que somos todos bem mais parecidos de perto do que imaginamos, que nossas idéias tolas de exclusividades em privilégios ou problemas, são apenas idéias tolas de exacerbação de um individualismo nosso de todo dia, um individualismo sistêmico, impelido por opressão da nossa grande e funcional Sociedade.

Quando os velhos e novos vão se encaixando na nossa mente, nesse repositório da nossa história pessoal, vamos tranquilizando, vamos nos unificando com os demais, percebendo nossa singularidade e nossa ordinariedade, nossa humanidade.

Feliz ano novo, porque não dá pra vivermos um ano velho, dá pra se ter um carro ou um treco, mas o tempo é sempre novo, de fato, sempre estamos vivendo um novo e singular momento.
Um feliz ano novo, cheio de coisas novas que conversem, harmonizem com as coisas velhas e formem um todo diferente, um todo realmente novo. Nada sobre ou supernatural, simples e novo.

Um ano novo cheio de coisas novas, logo esse tempo desse ano novo passará…

Espero ter por anos e incontáveis anos novos, esse mesmo amor que me apaixona a cada dia, essa paixão doce que alegra a vida e a enche de ânimo.

Espero ter muitos anos novos pra planejar e anos velhos pra lembrar com vocês, Meus velhos amigos velhos e os novos também. Vocês que me ajudam a tomar mais noção de quem sou, a estar mais em paz comigo, que mostram que o que pra mim é ou foi um problema pode ser uma opção de saída e vice-e-versa .

Quero muitos mais anos felizes com vocês meus amigos, velhos ou novos, com vocês certamente ao lado.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Vidas, pontes, São Paulo e nós

janeiro 7, 2010 · 2 Comentários

São Paulo trafega em alta velocidade
São Paulo não chega
Nem vai
Nenhum lugar
São Paulo
Só mais uma cidade

Chão Paulo aglomera vidas
As pontes juntam
Atravessam São Paulos
Cruzam vidas
As pontes nos colocam de frente
Proporcionam encontros

E São Paulo está lá
Está aí
Cinza, vários tons

São Paulo não tem céus azuis
É tudo mais cinza mesmo
Muito mais que o natural
A natureza de São Paulo
Não brinda a cidade

São Paulo é mais rodovias
Prédios, complexos viários
São Paulo e suas pontes
Extraem da gente
A fórceps o que temos de vida

São Paulo nos isola
Nos estrangula
Aflige
Angustia
Amedronta
Nos força a olhar pra dentro
Nos dá pontes
E depois une
São Paulo une

Pode ser só mais uma cidade só
São Paulo
Mas pra nós
São Paulo foi diferente.

→ 2 ComentáriosCategorias: Uncategorized

Quando fui te precisar já não te achava

dezembro 19, 2009 · Deixe um comentário

Pai:
faz uma falta incrível
aquele banco
que a gente sentava
para conversar

desde o dia
em que o tiraram daqui,
nunca mais nos vimos,
nunca mais
sentamos juntos

Deixou de existir
todo aquele mar

Tive que encontrar em mim
o que restou de ti

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Tratados da vida I

dezembro 18, 2009 · Deixe um comentário

Não te prendas à preocupação em retribuir à altura de algo que acabas de ganhar. Primeiro, a preocupação pode inibir a demonstração expontânea do teu ser e segundo, se fores uma pessoa crítica, o seu nível de exigência pode levar a total frustração dos seus planos.

Retribua, simplesmente, como você gostaria de retribuir, de uma forma que demonstre o que você é e como você quer ser percebido, comprometido com a sua evolução, sua história individual única.

Retribua como você imaginaria que fosse aflorar da pessoa aquilo que você percebe de mais gracioso, um sorriso ou vários, lágrimas, surpresa, gargalhadas, curiosidade, força, ou retribua provendo algo que sabes que o outro precisa alimento, questionamento, ferramental.
Na verdade, na verdade, não há uma receita há a vontade do fazer o que se quer fazer, quanto mais leves somos nesse exercício mais chances temos de tocar o outro.

Dar implica em se colocar no lugar daquele que recebe, em pensar no outro e como o outro, é um exercício ou pelo menos pode ser, um exercício de colocar-se no lugar naquele breve instante, e isso deve ser prazeroso, e pode ser divertido.

Porque em realidade, nunca saberemos realmente, quanto, o como, aquele que recebe, mede o que foi dado. Podemos notar pelas demonstrações mais externas, nada muito além disso, mas se o ato de dar for verdadeiro, podemos experimentar uma sensação incrivelmente recompensadora

Eu sempre me considerei um doador. Tenho aprendido contigo a beleza que existe no receber.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

O Que é relevante?

dezembro 17, 2009 · Deixe um comentário

(Para Barbara
amor, respeito e carinho)

Pergunte-se, pergunte-se
Faça as perguntas para si, para o mundo…

Não há certezas precisas,
Nem de felicidade, nem de segurança,
Com o tempo percebi que certezas são resultados
Para continuarem guardando 100% a legitimidade
Elas tem que viver no passado

Nós, no anseio de navegar mares calmos
Na busca por algum conforto maior para seguirmos adiante
Erroneamente as colocamos no futuro

O futuro é um lugar que nunca chega,
O futuro está lá, além
Lá na sua cabeça, lá nos meus devaneios

O que existe aqui nesse mundo
É fruto do que se fez
Passados e presentes misturados
Aquilo impulsionado pela vontade

Portanto
Há bússolas, há fortalezas, há fé
Há os valores que temos e trazemos conosco
Há o que se quer, o compromisso, o caminho
Há o que queremos, vontades, planos
Há nossa personalidade e caráter.

O que a vida exige de todos os seres
É a coragem de viver
A coragem de morrer somente a única morte invevitável
A partir daí, surgem mundos de possibilidades,
Infinidades de coisas que podem
curar doenças
inventar maravilhas
descobrir novos mundos
desbravar novos limites
bater recordes
salvar vidas
gerar novas vidas
coisas que podem costurar vidas

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

O mundo, o tempo e você

dezembro 9, 2009 · Deixe um comentário

O mundo está aí
Ele não sai da frente
Tão pouco impede nossa passagem
Ou paragem
Ele está aí
Não há o que fazer a esse respeito

Temos obrigatoriamente
Que interferir nele
Agindo e sofrendo ações
Não agindo e sofrendo não ações
O mundo está aí e não dá pra mudar isso
E esse mundo agora daqui
Não é mais o mesmo mundo que exisitu
Quando comecei a pensar nisso

O mundo está aí
E você, onde está?

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Obvios

novembro 25, 2009 · Deixe um comentário

Eh interessante

Querermos continuar fazendo a mesma coisa
Que fizemos a vida toda
Com a pretensao de chegarmos
A lugares diferentes, outros lugares
Dentro de nos ou fora

Eh no minimo interessante
Resultados diferentes

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Deixei uma mensagem pra vc…

novembro 25, 2009 · Deixe um comentário

Deixei uma mensagem pra voce
Enviei pelo celular
Pra te avisar que o sol brilhava
Enquanto a tempestade caia
que mesmo aqui
no meio de tanto concreto
e fumaca
um lindo arcoiris se formava
durou pouco
mas ele ficou ali
no ceu de nuvens
poeiras
e chuva acida

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

foi

novembro 5, 2009 · Deixe um comentário

Sorriso amarelado de tempo
Corpo carregado de vida
Cabeça cheia de lembranças
Pouca preocupação com futuros
Pouca preocupação com desejos

A vida amarelada de tempo
Fotografias em álbuns esquecidos
Lembranças carregadas de vida
Momentos amontoados por dentro
Desejos preocupação com futuros

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

once and just

novembro 5, 2009 · Deixe um comentário

You only need one different step
To change your path
Therefore changing
But it does not mean
Destination change

Change one step
once
just

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

quando para encontrar consigo não se precisa muito, quase nada

novembro 5, 2009 · Deixe um comentário

É preciso um monte de coisas
É preciso quase nada
Desnecessários essenciais
É preciso observar desperdício
Tudo ao mesmo tempo ontem, amanhã e hojes
É preciso olhar o bonde, o trem
O que nos traz, nos trouxe
Sem perder a vista
A frente
O que nos leva e como
O caminho que trilho hoje
Para encontrar consigo

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

quando tudo que fez e me trouxe e o quando e para onde vou

novembro 5, 2009 · Deixe um comentário

Preciso saber
Preciso
Essencial do viver
Desperdiço

Quando ele mais precisar
Se afaste
Quando ela mais precisar
Se disponha
Quando te incomodar
Se cale
Quando algo puder acontecer
Que te afete

A distância ainda te preserva
Quando ela se cansar do tempo
E a espera revolver tua mente
Você vai enxergar o roto
Quando tuas pernas se cansarem
Da vagança inerte
Quando olhares e não vires nada
Não haverá conforto

Primeiro vais buscar um ponto
Tua história
Bonde que te trouxe
Algo que ligue tua verdade
Ao tudo que tanto sentes
(ainda que não transpareças)

Quando questionar verdade
Vai ver o que te liga
Aquilo o que não és mais
Lembranças

Muda tua referência
Cadê o pertencimento
Muda a noção da origem
As pontes para trás
Se dissolvem e ao mesmo tempo
As ligações ficam mais fortes
Em nuances mais tênues

Vai ver um dia tua casa
Tudo do passado em escombros
A vida dando grandes voltas
Em torno destes mesmos pontos

Quando te buscar
Consciência
Algum querer desmedido
Aquilo que tanto questionas
Coisas, seres e caminhos

E se até aqui não consegui
Ver todo o belo que me causa a vida
Não conseguirei ver mais nada
Não resta mais que uma saída
Seja qual for a estrada
De que mesmo se vale a vida

Algumas escolhas são feitas
Mesmo quando não escolhidas

Quando ele mais precisar
Se aproxime
Quando ela mais precisar
Abrace
Quando te incomodar
Simplesmente fale
Quando tudo mais for carinho
Não há dor que não passe

Com o tempo se curam
Causas e cousas
Curam-se também sofrimentos

Mas e quando não sabemos
O que da vida destino
Talvez não consigamos ver
Que o relevante
É o simples
É te-la tido bem vivida

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

janelas, espelhos e FOtogRAfias

novembro 4, 2009 · Deixe um comentário

Diante de espelhos vemos, supomos ver
Ficamos diante de espelhos tanto tempo
Vemos aquilo que nos permitimos
Vemos aquilo que queremos
Vemos aquilo que conseguimos ver

Mesmo diante de espelhos
Que deveriam refletir conteúdos limitados
Vemos esse espectro imenso de possibilidades
Que nem assim nos permite ver alem
Acabamos vendo aquilo que fomos condicionados a ver durante anos de entorpecimento

Fotografias que encaixam em sonhos e satisfazem anseios desesperados

Tantos anos de exposição a seres, a relacionamentos e espelhos
Que muito pouco alem do que tanto vemos refletir
Pouco alem do que esperamos
Conseguimos ver

De repente nos vemos diante de janelas
De montes
Vemos através de janelas como se víssemos espelhos

Agimos como seres compostos de informação
Limitada por imagens turvas
Formadas em espelhos corroídos pelo tempo e a exposição
Agimos como se o reflexo nesse espelho fosse a única possibilidade do real
Agimos com informações formadas por imagens reversas
Que nos confundem e afastam de nossas naturezas
Mas que mantém essa necessidade de segurança
De deixar tudo
Estar como sempre foi

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Pra você nesse dia hoje, sempre o mesmo novo amor

outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

Bem recentemente me descobri gostando de contar histórias, eu tenho aprendido a contá-las para alguém muito especial, alguém que tem me deixado ser a tal ponto, da vontade e das histórias virem naturalmente.

Para voce nesse dia hoje
Voce que poderia se valer
Da sua dita fraca memória
Para se justificar e esquecer

Os outros
Nós que te gostamos tanto
Assim um tanto oh!
Fazemos lembrar-se dia

Nesse dia: queria mesmo estar aí
Fazer tudo especial
Tudo do seu jeito
Tranquilo
Bonito e simples

Nesse dia
Queria estar ao teu lado
Só para estar ao alcance da tua mão
Para quando quisesse
Para quando precisasse

É verdade:
pode bem ser só mais um dia

Para mim, hoje é um dia mágico
Um dia único
Um dia onde tudo e possível
Um dia onde você deve se aproximar
Ver tudo o que te trouxe aqui
Quem sabe se perguntar:
“Onde” quero estar ?

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Inspirado no poema

outubro 26, 2009 · Deixe um comentário

Você que eh errante
Com pao e amante
Ja tem mentiras bastantes
Segue teus caminhos curvos
Para ires mais alem

Voce que ficou quieto
Sentado ao instante
Não tens pao
Não tens amante
Não tens vida que te baste

( inspirado no poema de Flavio Neves)

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

por Vezes prOCuro aquEles que sonham

outubro 15, 2009 · Deixe um comentário

Por vezes me pego olhando um resto de céu azul-amarelado, nessa cidade de climas imprevisíveis de meteorologia temperamental, de calores e frios repentinos que secam e cortam e nos fazem escorrer e tremer.

Por vezes me pego olhando por entre esses espetos de concreto e aço que acumulam carnes diversas entre vidas e sonhos que vão sangrando dias sem fim, que se empilham em semanas, meses e anos sem fim, entre vidas interrompidas e histórias descontinuadas, a série inacabada de erros e enganos da massa.

Por vezes me pego olhando para um nada branco, para sombras, luzes fluorescentes que incomodam uma vista cansada de não ver sonhos. Forço os olhos sem descanso.

Por vezes sorrio, percebo paisagens lindas refletidas em vidros espelhados que isolam ambientes cheios de vazios ambulantes enterrados em prédios de concreto, aços e vidros retorcidos para dar alguma esperança de graça que distraia.

Quando saio à rua, há o arroto indefectível dos carros e motos que expelem a repulsa desses seres que vivem nesse vai e vem em busca de algum sentido, sem nem mesmo saber porquês.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

5 vezes meses

setembro 14, 2009 · 1 Comentário

(baseado em girassois desocupados)

Hoje pude ver teu sorriso sem nem mesmo ter te visto
O lado da cama não estava mais vazio e mesmo aqui
Em meio a tantos números e discussões que não fazem sentido
Consigo te sentir e até sorrio
Tua momentânea e ocasional distância não fez mal algum
Ao contrário acentuou tua presença, essa ausência.

Hoje, quero te abraçar novamente como venho fazendo nos últimos dias,
Sentir-te tão perto de mim quanto só eu mesmo já pude estar
Sentir nos tão juntos que pensar em plurais é automático

Hoje, lembrou-me você, a simplicidade dos nossos dias, sorri.

Nessa correria que vivemos,
Com todas as arrumações que ficam para serem feitas a qualquer instante,
Semanas que se repetem
Livros que se amontoam
Todas as mudanças, avaliações, decepções, aprendizados, constatações,
Novas perspectivas, oportunidades e nossas vidas que se misturam
Qual ovos mexidos

Vamos nos encontrando mais e mais,
Juntando partes
Unindo pontas
Com
Caras amassadas
Caras inchadas de choro
Bochechas doendo de risos

Almoços, cafés e jantares

Eu sorrio também, ao ver-te
Mesmo que em minha mente
Eu sorrio também
Ao saber que faço parte
Dessa história contigo

→ 1 ComentárioCategorias: Uncategorized

vidA, coisas coMplicadas, cOisas simples e a inTErrelação entre elas

setembro 10, 2009 · Deixe um comentário

Talvez nós tenhamos motivos suficientes
Por experiências nossas
Para agir da maneira que agimos
Par nos comportarmos assim
Do jeito que dizemos, assumimos ser

Talvez esses motivos tenham deixado
Marcas tão fortes em nós
Que o nosso jeito de ver possa ter sido mudado
Que nossa percepção possa ter sido
Completamente adequada
Só pra nos poupar da dor
Da estupidez, do sofrimento
Que aquele prazer nos causou

O que isso nos causa
O que tem isso a ver com nossas vidas

Tudo o que nós percebemos hoje
Incluindo essa pessoa que nós dizemos ser
E essa outra pessoa que podemos
Certezas e incertezas
É o fascinante resultado
De tudo isso que experimentamos
Sofrimentos e prazeres

Tudo o que nós desejamos
Quando nos expõe a riscos
Ou à proximidade deles
Nos faz reagir da maneira
Com a qual sabemos ser a mais segura

Segurança é uma palavra traiçoeira
Não é a única, sabemos
Está relacionada a preservação
Mas ao extremo, pode isolar
Matar

A pergunta que devemos nos fazer fica aqui revolta em minha cabeça:

Como podemos viver de forma a usufruir da vida tudo o que sonhamos, aproveitar o caminho e construir uma história nossa?

Repetir mais do mesmo, pode ser exatamente o que nos trouxe até aqui, teve sua funcionalidade, serviu é verdade, chegamos até esse hoje, mas aonde essa repetição irá nos levar, a mais hojes ? E com o tempo, a ontens e ante-ontens ?

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Beijos…dos girassóis

setembro 9, 2009 · 1 Comentário

Hoje acordei
Coração em ti
Cama
Uma imensidão
Lençóis e fronhas
Um campo de lembranças
Cheiros e desarrumações
Em flores, em girassóis

Hoje é, acordei
Te procurei ao lado
Mesmo sabendo que não estavas
Quase pude ver teus olhos abrirem
Ao tempo em que tua mão acariciava meu rosto
Quase pude sentir de tanta vontade em você

Hoje fiz café para mim
Água do “hulk” e umas nozes

Saí esquecido
Querendo voltar
Pedaços e preguiças

Te telefonei e ainda eras sono
Busco pequenos fragmentos teus
Deixados pelo nosso quarto

→ 1 ComentárioCategorias: Uncategorized

A espeRançA, o quereR e o urubu

setembro 9, 2009 · Deixe um comentário

Estava falando com a minha namorada sobre esperança, vontade e afins, acabei por escrever que a esperança é útil pra quem não sabe o que quer.
Quintana dizia que a esperança é um urubu pintado de verde. Enfim, acho que a esperança pode ser útil ou utilizada, isso.

Para os que querem
Há a vontade, a sorte e a esperança
Essas coisas que “conspiram”
Como se coisas pudessem conspirar

Para os que não sabem o que querem
E os que não querem
Há a sorte, a esperança, o destino

Há desculpas suficientes
Há desculpas suficientes
Para todos

Nada disso anula o sonho
Nada disso anula nada
Nada disso anula O nada
Nada disso é nada

Vá, continue
Mesmo que não dê pra ver aonde vai dar
Vá, continue
Mesmo que não dê para ir
Vá, continue
É tudo que a vida te pede
Continue, vá

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Nós

setembro 4, 2009 · Deixe um comentário

Esse final de semana
Quero estar junto contigo
Pra irmos e virmos e ficarmos
Entre todos os destinos e origens
Caminhos e nós

Te Amo cada vez mais
Como se fosse possível
Quantificar o amor
O que sei
Nao ser

vamos nos descobrindo
Nos conhecendo
Conectando novas partes
Formando amores
Que seguem de um pra outro
E de nós aos entornos

Ouço tuas frases quase mudas
Que lutam pra sair do teu peito
Emergindo de ti
Nesses tímidos sussurros

Transformando silêncio em dúvida
Repito o que penso ser o que alucino
E teu sorriso me confirma
Não estou caduco

Te quero mais que nunca
Verbos em primeiras pessoas plurais

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Verbos que nos conjugam em nós

setembro 4, 2009 · Deixe um comentário

Hoje acordei sorrindo
Você tão por perto
Todo esse contato
Tão essencial entre nós

Encontros por aconter
Acontecermos
Nós

Verbos conjugados
Essas primeiras pessoas
Plurais

Verbos que nos unem
Em ações e pensamentos
Que criam um monte de possibilidades
Gostosas de deixar

Enchem olhos d’água
Enchem rostos de sorrisos
Enchem corpos de prazer
Misturam

Criamos novas coisas
De verbos tão gastos
Novas possibilidades
Dos mesmos singulares

Nossa ação
Conjuga-se em
Verbos que abrem
Portas diversas
Portas trancadas
Que nos dão acessos e medos
Que nos surpreendem em coragem
Confiança e entrega

Nesse final de semana
Esse começo assim
Com quereres
Ficarmos
Irmos
Pararmos
Juntarmos ainda mais
Começos

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

fugir de mim mesmo #2

setembro 3, 2009 · 1 Comentário

Fico observando, observando muito as pessoas e principalmente àquelas a minha volta, mas não consigo parar de me criticar, de me pegar num ato furtivo de menosprezo de baixa auto-estima. É um processo doido de autoflagelo, misturado com um montão de poracarias que faço para dificultar minha viagem.

Saio pra comer, como um montão, até passar mal, até não aguentar, até começar a sentir dor de cabeça, até sentir que meu estomago está prestes a estourar minha barriga. Até meus pensamentos se enturvecerem, se confundirem entre as sensações absurdamente confusas. Depois, sinto uma sensação terrível de quem cometeu um grande erro, um arrependimento inconsolável. Somo a isso diversas outras pequenas sensações que experimento durante o dia e taí, acabo concluindo que mais uma vez tive sucesso nas violências que pratiquei contra mim mesmo.

As pessoas a minha volta ficam tentando resgatar os padrões que apresentava e que as agradavam, mas pelo puro prazer de ter alguém afável e apreciável que possa proporcioná-las momentos de regozijo em troca de um aperitivo. “já provou o bolinho ?” tudo vem em forma diminutiva, parece que propositadamente, para mascarar o estrago que vai causar.

De fato o estrago que causa é grande, a sensação é terrível, nunca pude sentir como um animal prestes a ser abatido se sente, mas acho que deve ser quase igual.

→ 1 ComentárioCategorias: Uncategorized

empTy spaces: nO rOom

setembro 3, 2009 · Deixe um comentário

There is no room for romance
There are chances
Life is raw
It passes you by
in a blink of an eye

There are few chances for love
No room for chances
No place in life for romances

If you believe so
It may be difficult though
If you not even believe it
It is senseless
Will be worthless
No forgiveness
Nothing else
No explanations needed
No apologies indeed
It is just a matter of time
Not even a letter
Nothing to understand

Anyone may call for an angel
To come up from sky
To rescue you from your dive
High
All the available gods
No emergency parachutes
To break the fall

No leftovers, no extra food
Only your waisted paper bag
Wrapping your lasting memories
And what is yet
So you could feed yourself
Before you get yourself
home
Before you get yourself
home
By yourself

patience
whilst there are fights
there are empty spaces
but not much room
no places

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Hellos and goodbyes

setembro 3, 2009 · Deixe um comentário

You may search the world
Look it from backwards
But why are you searching
What are you searching
Even if all you ever needed
Comes to you

You may be looking for shelter
There is no place but you
Nothing will give
That sensation
You need

No caring hands
No smiling faces
Will ever be around
No lasting kisses

It is your loneliness
You facing it
Alone

Get down stairs
Look all around
Rebuild your way
In time to say all missing
Hellos and goodbyes

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

catch a flight

setembro 3, 2009 · Deixe um comentário

To show all
Whats the meaning
Of showing it all
There is no reason
None to see

Jump
From your inches
And get stand still

Breath
Keep breathing
No one else
Cares
For living
No one will

But if you wanna leave
Leave it
Put your note
Through the door
And go

Get your plane
on time your destination is waiting for

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

just

setembro 3, 2009 · Deixe um comentário

Just
Anyway
Anywhere
Just

Leave a note
To show
If it matters to you
Leave a note

Tell me where
To start
The search

Or not

Just
Anywhere
Anyway
Just

You
Close
To you
closer
too close

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

leftovers

setembro 3, 2009 · Deixe um comentário

eu boto um show
navego entre músicas
numa busca inútil
de algum consolo
algum carinho

a garganta incomoda
o peito dói dessa tosse

a canção fala
de coisas que fazemos
coisas que deixamos para trás
coisas que foram

acontecimentos

entre vidas
tem sempre o outro
tem sempre o eu
tem sempre o alguém

o mundo não se resume
a nenhuma circunstancia
a nada
a vida nao pode ser resumida
qualquer tentativa
nesse sentido
é apenas
mais uma fuga

não irás a nenhum lugar
diferente da tua condição
e de tudo que você se permitir

o acreditar vai desaparecendo
imperceptivelmente com o tempo

você vai se tranformando
naquilo que te sobrou pra crer
no que ainda te resta
aquilo que consegue ver
algo mais que restos

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Acho que nao pertences aqui

agosto 29, 2009 · Deixe um comentário

Algum mar revolto
Que te trouxe aqui
Nao, nao foi teu vir

Algum mar revolto
Te trouxe aqui

Quando acalmar
Essa tempestade

Quando consertar
Teu barco

Quando aclarar-te
O caminho
Cidades

Se o que vc fez
No enquanto
Nao for assim
Tao relevante
Estou seguro
Te vais

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

de me encontrar vivendo vim, vem

agosto 28, 2009 · Deixe um comentário

parte da vida desejando
sem bem saber
parte da vida comprando
o que não precisava ter

parte da vida precisando
não conseguia entender
Parte da vida por necessidades
que não se conseguem ter

outra parte da vida agindo
outra esperando passar

parte da vida sendo vivido

parte da vida errante errando
parte da vida crendo
parte da vida sofrendo
parte da vida esperando
parte duvidando
parte da vida negando
parte da vida querendo
parte chorando
parte sorrindo
parte gargalhando

pra aprender so vivendo
não adianta ensinar
não adianta explicar
não adianta avisar

pra aprender so
vivendo
vem

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Todo o resto seja la o que for

agosto 27, 2009 · 1 Comentário

Eu dou as coisas quando me enervam, quando acho que não estão mais me servindo simplesmente dou. Se percebo que vão servir melhor a outro também dou, ai uso um sem numero de critérios questionáveis ate mesmo por mim. Mas quando não quero mais, dou mesmo. Subsidio a efêmera felicidade alheia do ter.
Recentemente descobri que não tenho apego material, a coisas, gosto mesmo e de gente, de pessoas, de vida, desse amor que me faz pensar e querer ir mais longe.

Isso facilita muito a viagem, o caminho, o encontro com o que e indispensável, a resolução da disputa entre o necessário e o essencial fica tola, pela simplicidade amedrontadora que causa o indispensável diante de todo o resto.

Indispensável pra mim e sentir esse amor, assim desse jeito que sinto por você minha linda!

→ 1 ComentárioCategorias: Uncategorized

wake up okay

agosto 26, 2009 · Deixe um comentário

Waiting for a wake up call
Alone with me
Never asked
What did I see

From never answering
Never posed questions
How should I be

I did not know what to say
When the time came
I did not know what to say

Just okay
Just okay
It is just okay

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Huevos revueltos

agosto 25, 2009 · Deixe um comentário

Nosso amor
Ovos mexidos

Uma vida pela frente
Um monte de nós
Um pouco de gente

Planos e desvios
Pontes e encontros
Colesterol sob controle
Nada de exageros no sal

Nosso amor
Ovos mexidos
Muita caminhada
Compreensão e carinho
Sorrisos abertos
Despretensiosos

Umas compritas
Solo lo indispensable

Nuestro amor
Huevos revueltos
Qui siempre estan buenos

Amote Chica
Y la descobierta frecuente deste amor
me hace tener ganas de tornarme una persona mejor

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

head in a water bowl

agosto 25, 2009 · Deixe um comentário

This last look
No alarming signals
No sounds
No big deal
No reasons
To strive

I would had let you go
Anywhere you may
Thought about
Going

Many pretty situations
Starring at us

Lightning spots blinking
On the corner of the screen
Some scratches that don’t get polished
Not anymore

You dive your head
In this water bowl
Like you were to stay forever
Limiting time to the depth of your breath
Limiting

The rest of air
Left to you
Gives you the hint
Of everybody’s common destiny

An empty house
A beloved girl
Nothing else around
To make your do’s
Not anymore

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

time over times many over

agosto 20, 2009 · Deixe um comentário

There are times when words
Are not enough
To fill the deep
That duels in the heart

You could leap long distances
With your car
Your incredible machines
Could kill many armies of lonely soldiers
With your words
Could get turned into something
You never ment of being

Such
So much
So

For now
Just leave
As it is

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

O que importa é

agosto 20, 2009 · Deixe um comentário

O mais importante
Não é o lugar o aonde
O mais importante
Não é o como
De carro
A pé
De avião

O mais importante
Somos nós
É você
Sou eu
O que vivemos
O que percebemos

O mais importante
É mais que um só
Mais que apenas um de nós
O mais importante
Não é
Mais importante
São

Mais importante que ter
Mais importante viver
Mais importante ser

Tenho me sentido
Mais importante
Tenho sentido
Simplesmente
Ser bom como sou

O mais importante
Não pode excluir
Quem somos

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Te ver

agosto 18, 2009 · Deixe um comentário

Tenho te visto
De olhos fechados
Quando
Quando encontro sorrisos
De olhos abertos
Tenho te visto

Tenho te visto
Espalhada pela vida
Em diferentes toques
Que vem enriquecendo
Minha percepção
E mudando essa cidade

Ainda assim
Os finais de semana tem durado pouco
Nesse caso o tempo se aplica
Nesse caso o tempo incomoda
Por passar assim impiedoso

Se for pra comparar
As semanas tem muito mais tempo
Vamos navegando entre dias
Que insistem em ter feiras entre si

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

pictures of faces in frames: first time I felt you

agosto 12, 2009 · Deixe um comentário

Took hundred pictures from you
With my sharp eyes
Your apathy were everywhere on my lenses
Senseless and senses
I was getting it wrong
Your smiles got free
I could finally
See what I envisaged
As the first time I felt you
The hundred pictures shown
Exposed to how it grows

Love

I took hundred pictures from me
Infinit mirrors
Got different evolving faces
From loving and smiling
Traces
To scars that didn’t let me show
The fight, fought
The good fight

Was I getting unable of caring

Oh life
Gave me a harder shape
To live on
An iron armor
To get on

Protection

When you care
Too much
You can feel the touch
From Miles
high on

When one care for the touch
You can feel it such
From miles and miles on

But you still need it
No armors on
No protection
from within

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Eu vou la

agosto 11, 2009 · Deixe um comentário

Eu vou la
pra dizer que te amo
eu vou la
pra te levar essas flores
eu vou la
pra te dar mil beijos
pra te fazer carinhos
com toques e redemoinhos
eu vou la
pra te levar esse amor
que estrangula garganta
que estoura o peito
eu vou

eu vou la
te confessar meus medos
te falar de planos
te pedir abrigo
eu vou la
te mostrar um pouco mais
te ver além da aparência
eu vou la
buscar teu contato
o essencial
guardar teu sorriso
dizer mil vezes
o quanto você é linda
ate você cansar de não acreditar
eu vou la

eu fui
tentar ajudar
perguntar
entender melhor
a maneira de tentar
fui la

hoje to precisando
não sei bem como estou me sentindo
mas se a vida é assim
foi muito bom saber
que você
agora
está vindo.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

tente entenDer O quE SE ve: estar

agosto 10, 2009 · Deixe um comentário

Coisas sem sentido aparente
Que nos fazem agir
Dessa maneira
Ou daquela
Ou deixar simplesmente

O que valoriza um ato pra alguém
O que deixa esse ato significar
Não e preciso estar certo de nada
Certo para que?

Infeliz ou felizmente
As coisas nem sempre são como queremos
O que pode nos obrigar
A nos movermos
Ou não
Quando não nos movemos
As coisas se movem
Ai vamos pra onde somos levados
E nao pra onde necessariamente queriamos ir

O que te incomoda
O que te violenta
Uma palavra
Um ato
Uma sensação
Qual a tormenta
Entre tapas ou palavras
Perde-se o tempo

Quando já não se quer mais
Qualquer motivo basta
Qualquer coisa e suficiente

Quando já não se quer mais
O que se vai
Esta alem do que se percebe
Apesar do que, querer
Pode nao ser suficiente

Qual o conforto que se quer
Do que se quer abrir mao
Do que não
Podem ter sido um milhão de coisas
Pode se ter um milhão de soluções

Pra se explicar um problema
Pode se escrever um sem fim de livros
Mas pra a solução

As vezes a vida e assim
Nao da para entender
O que precisamos dar

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

If there is a god in thee, where and who are thou

agosto 7, 2009 · Deixe um comentário

If there is a god

Este é o título de uma música do Radiohead que eu gosto por ser tão despretensiosa quanto ácida, no bom e velho sarcástico estilo Inglês; mas talvez isso não tenha nada a ver com o texto, essa misturada de estilos pra manifesar meu embasbacamento:

Tudo o que eu posso ver é tudo aquilo que eu sou somado a tudo aquilo que eu consigo imaginar ou mesmo sonhar ou mesmo não sonhar; tudo aquilo que eu acredito que possa existir dentro desse meu ego-mundo, nessa relação um tanto indefinida de proporcionalidades. Ainda que seja válido só pra mim, ainda que haja influências de fatores externos os mais diversos, que criem impressões, deixem marcas, abram janelas e percepções alterando o que se vê, acaba-se gerando então o que se enxerga.

Tudo o que eu sou, forma simplista, é o resultado de tudo aquilo que eu fiz, junto com todos os sonhos e desilusões que eu sofri e causei. Tudo o que quero, o meu futuro, é resultado do que faço agora, nesses agoras de todos os instantes.

Se a felicidade só consegue te remeter à doença e ao distanciamento, talvez seja por que isso seja tudo que consiga ver devido a sua própria limitação?
Conjecturas, perplexidades, paradoxos erráticos…

Whenever I meet you, I let you know that I did not have any convincing, compeling argument that you were somehow by any means real.

E o texto?

Seja lá qual for o item que você escolha
Nada vai conseguir fazer você ver
Aquilo que você não acredita existir,
Pela simples prerrogativa da satisfação infantil
Do possuir certo vazio
Ninguém vai conseguir te fazer ver
Nada além daquilo que você quer

Look around
If all you can see is disease
That is what you are
And there is that thing:
You can avoid
People and circumstances
But you can’t
Avoid yourself

You can run away
From places and situations
But you can’t
Run away from you

So better get used
Or do something about it
Being like you are
And accepting it
As a deterministic value
May be comfortable now
But, may limit enourmously
A bright future

So life goes, as the song :

” if there is a god…
i know he likes to rock…”

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Sentir e o que se vÊ

agosto 6, 2009 · 1 Comentário

Diante de tantas fotos
Faltando
Palavras para descrever
Cenas e percepções
Silêncios repletos de suposições

Imagens

Imagens que mostram a mente
Por trás de lentes
Por trás de câmeras
Mentes dispositivo
Reversos retratos
Conscientes de sua ausência

Tantas palavras e gritos
Tão pouco espaço
Comprimidos
Tão pouco tempo
O instante

Entendimentos
Sentidos
Desesperos
Prazeres
Que verdades

Lentes protegidas
Das próprias imagens
Que captam
Inalcançáveis

Olhos de deuses-homem
Eternalizando momentos
Em cenas
Em frames
Pra fazer lembrar
Pra fazer mostrar
Primeiro
Exemplos
Portas
Portais

Imagens mensagens
Avisos desejos

Lentes que não sofrem
Lentes que não sentem
Lentes retratos
Mentes por de trás de lentes
Mentes que não sofrem
Mentes que não sentem
Mentes retratos
Que retratam sentimentos
Dispositivos consciências
A flor da lente
Na frente

Lentes que usam filtros
Pra ressaltar intenções
Pra dar o efeito certo
Em tudo aquilo que não viveu
Aquilo daquele que só viu
Nada mais fez
Além da lente
Sem contato aparente

Retrato, registro
Lentes e câmeras e filmes
Filtros e planos e idéias
Vidas e caminhos e cantos
Dispositivo gente

→ 1 ComentárioCategorias: Uncategorized

poNtes qUe ligam e São paulo

agosto 6, 2009 · Deixe um comentário

Servindo a distintos propósitos
Com muitos e nenhum dono
Seguramente
Encurtando distâncias
Unindo caminhos
Juntando margens
Turbulentos rios
Permitindo
Aos que ousam
Pontes

São Paulo foi uma ponte
Entre vidas
Entre nós
São Paulo foi ponte

A ponte e nós
Observando corrente
Constatando tempos
A água
Respeito
Observando as gentes
Observando a gente

Ponte sobre
O tempo
Ralativando relativos
Convenções
Distâncias em metros
Distâncias em medos
Distâncias em dias
Contando

Ponte sobre
Semanas cheias
Saudades
Ponte atravessando
Frios
A dureza dos dias

Ponte entre noites barulhentas
De solidões empacotadas
Em apartamentos insones
E sonos tranqüilos aconchegantes

Restaurantes desertos
E casas vazias
Espaços
Que se enchem repentinamente
De vidas cheias de espaço
Que se enchem repentinamente

Ponte entre opostos
Ponte entre semelhantes
Ponte entre iguais
Ponte entre pontes
Pontes que permitem
Entre todos e todos

São Paulo e nós
São Paulo
Ponte que nos colocou frente
Ponte sobre tudo o mais
Ponte que nos permitiu
Olhares
Juntar-nos-ponte
A olhar pontes.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

eStar cErto eNtão, esTar Errado então

agosto 5, 2009 · Deixe um comentário

estou cansado dos certos e dos errados, quero  viver simplesmente. Viver é mais importante do que errar ou acertar, viver e querer continuar, é muito mais importante que qualquer vã sensação de prazer que o estar certo possa trazer. Viver e querer continuar, é muito mais importante que qualquer vã sensação de fracasso que o estar errado possa trazer igualmente.

Faça-se um favor, faça-me um graça, esqueça os acertos, ria dos erros, assuma a sua relativa significância, assuma a sua vida, conte os acertos com o mesmo prazer dos fracassos e seja mais feliz! Seja você em doses maiores, doses cavalares!

Viver é simples, é simples demais…

Nós deixamos as coisas da vida ou nossas percepções nos complicarem e quando e se um dia percebemos, não reconhecemos mais a nossa própria cara ante o que sobrou de nós, diante dos pedaços deformados ao espelho…

Algumas vezes temos a oportunidade de sacudir isso tudo e fazer a diferença, fazer alguma mudança, mas simplesmente não acreditamos o suficiente em nós mesmos. Estamos tão acostumados ao cárcere do certo e errado que o seu algoz, o medo, nos induz a um autosentenciamento instantâneo. 

Nos matamos mais um pouco, deixamos o mundo morrer novamente para nós mesmos, por asfixia suicida da percepção, tapando qualquer possibilidade de luz, por mais um tempo. O mundo e a nossa concepção única de todo esse maravilhoso conjunto de eventos, fica á parte por mais algum tempo.

Noutra hora, quando e se nos damos conta, estamos acorrentados demais às mazelas que nos criamos e nos impomos. Acorrentados demais para obtermos a simplicidade do que é sentir-se feliz e bem.

Sempre há uma oportunidade, sempre há uma opção. A escolha, mesmo que seja o não agir, implica em alguma ação.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized