white scape

The non-being being
The individual non-individual
The white scape

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the sum of all some ( zeitgeist)

we all learn by our own selves
even when we refuse to learn
we are invariably learning

there are some of us
that learn by its own experiences
some by the experiences of others
some of us are left or leave to be forced in to life
there are also others that need God’s guidance
even some need someone else’s guidance

we all need somehow to be exposed to life
our perception drives the direction this one time experience will take
there is no definite destination
to arrive is the end of the history

the sum of all some’s
the sum of all that is allowed by every individual perception. That makes the “collective” of a time, the zeitgeist.

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tudo que queremos e tudo que é

tem horas que a gente é obrigado a aprender a lidar com a falta de controle sobre as coisas incontroláveis, que tínhamos a ilusão de que controlávamos, somente por que estávamos numa situação de conforto qualquer. Muito provavelmente sendo controlados por aquilo que achávamos tolamente controlar.

o conforto é uma situação atípica

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Dream on

I know that life is much more than only one
That it involves more than thinking
That there are so many practical issues
there are moments on it
that we are taken by dispair
that circumstances are close to
Force us to act in
And dreams are left to
in a cabinet
alone

dreams of life long
gone

But

Life is nothing without it
Life is nothing special but

Dreaming
How good can you
dream on
How strong
Dream hard
Dream alone
Dream together
Dream with one

Dream dare to dream
Dare to keep going on

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Você que não está

Os dias estão sendo tão agitados
mal encontro tempo nas horas
Independentemente de relógios e prazos
tem os atrasos
e a perseguição incansável de algo novo

O tempo vai se atropelando
entre resoluções e correrias
quando consigo paro um pouco
É te ver nas minhas lembranças
Pra sorrir o suficiente

Logo volto para a fila dos tempos
Logo volta a discussão dos dinheiros
todas as banalidades ainda tão indispensáveis

E o que realmente me deixa feliz,
E ter falado contigo
Ouvido a tua voz

Hoje comi aquele arroz de abóbora que vc deixou no congelador
Alimentou muito mais do que a fome

TE amo volte logo,
volte bem

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Remoção

Ha essa impressão causada
pela ação de todas as coisas que se movem
a procura
em busca
em conquista
em desejos
e os rastros que causam no ar
movimentos no entorno
de todas as coisas deixadas
outras
Quedaram por aí

Paradas
Ficando

Contando o tempo
Em esboços
Contornos de acumulos
Esboços de ausências
Um tanto difusas
Presuncões de passados
Poeiras lembranças

Acumuladas em sótãos Humanos
Abarrotados pelos olhos
Que devoram tudo que está a mostra
Que entulham tudo que está
Superficialmente disponível

Ha todas as marcas causadas
Por um acúmulo de tempo
Tempo que marca
Objetos imóveis
Objetos arrancados

que Tem que ter-se apagadas
marcas
Para removerem-se por completo
Objetos
que insistem em ficar

Deixam-se para trás
Agarrados em esperanças
em traços
Esperanças em imagens tenues

Que se ficam e se deixam

Que insistem em permanecer
que vão depender de quem as vê

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Pedaços

Parte de mim se foi
Parte de mim deixei

Parte de mim fiquei

Parte de mim sofri
Parte de mim voou

Parte de mim que sou

Parte de mim subiu
Parte de mim sobrou

Parte de mim
Dentro de mim

Parte de tudo e de mim
Entre o querer e o que sou

Partes deixadas em mim
Perdidas
Levadas de mim

A parte que ficou
Aquilo tudo que sou
Aqueles outros tantos que não
Todas essas partes deixadas, levadas, tomadas

Esqueceram-se de mim

O incompleto de mim
Que sou
Tudo que ficou
Aspira…

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Passou, o que?

Tudo passa tão rápido
Que tudo já passou

Ninguém percebeu

Tudo passa num tempo
Que nada consegue seguir

Ninguém vai perceber

Tudo passa
Já foi

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Tempo

As pessoas só percebem o tempo que desperdiçaram
Quando esse se faz raro
Quando já se esgota o tempo
Quando já não há mais
Então fica a vida em tempos que não se vivem
No futuro que cabe às idéias, aos sonhos
No passado que cabe a lembranças, aos lamentos

As pessoas tem orgulho demais para salvarem-se tempo
Tempos felizes que desaparecem rapidamente
Evaporam no ar

Tempo se esgota, tempo não há
Tempo não existe
Nenhum tempo já fez algo
Nenhum tempo fará

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até que enfim chegas-te

Por onde andavas que nunca te vi
Por onde vinhas que sequer te esbarrei
Caminhos esses que sabes não sei
O que importa mesmo
É que te encontrei

Por onde vinhas que não me conhecia
E por onde andavas eu tanto passava
Ja de vista me vias
Eu não enxergava
E não sabia a resposta procurava

Por que tardas-te tanto então
Finalmente a vir
Caminho este tão longo que tomas-te
Eu nas questões do mundo me perdi
Até conhecer-te então encontrar-me

Por que tardas-te tanto
Minha pequena Barbara
Reclamo tolo saudoso
Pensamento vago
o que vivêramos juntos nós dois
Tivéramos antes nos encontrado

Minha vida ficou assim dividida
Dessa maneira bem simplificada
Um monte de tempo
Sem saber porque
E essa vida depois de você
Cheia de felicidade e graça

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O então e coisas que ficam

Tenho serios problemas, devem ser serios, não porque sejam meus, mas por serem problemas que me assustam e por partir da premissa que ao me assustarem devam ter la sua relevancia, devem realmente ser serios

Eu por vezes me esqueço das coisas, me esqueço do que precisava tanto fazer ou de qual era a coisa mais importante, justamente aquela que não podia esquecer. Para ir navegando entre idas e vindas da mente busco escrever listas, listas pra quase tudo, listas que vez por outra, completando minha ordinariedade, esqueço de rever.

Eu normalmente me prendo ao básico, meu julgamento do básico…

Tento setar parâmetros principais aquilo que considero mais importante e vou
e vou…

As vezes esqueco das coisas, esqueco como se escrevem as palavras, esqueco aniversarios que lembro pra nao esquecer.

As vezes as coisas me lembram de coisas que esqueci, invariavelmente me lembro que somos naturalmente sos…
Mas a maioria das vezes me esqueço.

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Tempo e Vida (emtrabalho)

Ao experimentar a proximidade da morte pude perceber melhor a vida, e o fato de vivermos cada dia nessa persistência inexplicavel em entupirmos nossos sentidos para que se passe o tempo, para que simplesmente nao percebamos tudo que nos cerca e o que devemos fazer.

Viver, dentre outras muitas coisas é isso:
esse conviver com o indesejado conhecimento
a inevitabilidade da morte.
essa convivência com o medo de tantas coisas,
tantas coisas que tratam dos vivos
mas a Morte

Há os que morrem em acidentes, os enfermos
os que se matam
mas por mais esperada que seja
A Morte, ela, se faz surpreender

Estranho, não deveríamos teme-la tanto assim
muito mais que a morte, Deveríamos temer a vida
O fato de não vivermos, de não termos vivido
De desperdiçarmos tolamente
Quaisquer tempos que ainda nos restam
De desperdiçarmos tempos e tempos
Desistindo de todas as formas
De fazer algo da nossa existência

Há os que morrem em acidentes, os enfermos
E até os que se matam
Mas por mais que seja esperada
A Morte, ela, sempre se faz surpreender
Estranho, não deveríamos teme-la tanto assim
Deveríamos temer muito mais que a morte, a vida
A vida não vivida,
Desperdiçada,
Estagnada
Informe
De existir
Do existir
Morto

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POR ENQUANTO

EU FICO PELA CASA
PROCURANDO TEMPOS
ANSIANDO PELO FUTURO
PROCURANDO TEMPOS
SAIO VOU A RUA
PROCURANDO TEMPOS
VOU BUSCANDO ENCHER
ESPACOS
TEMPOS ACUMULANDO
TEMPOS QUE ME LEMBRAM VOCE

DE TE ESPERAR VOU VIVENDO
ENTRE POR ENQUANTOS
VOU SORRINDO
DE TE LEMBRAR VOLTANDO
VOU SEGUINDO
A QUALQUER INSTANTE
ESTAREI CONTIGO

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All is gona be all right

I looked away
my windows shut
was Clouded sky
moon above behind
seen through night

litten lights
measuring distances
and proximities
exposing it all
faiths and fears
through subtle signs

pleasures were kept
hidden in the dark
off lights
behind curtained windows

I looked in
the house seemed fine
apparently all set
Missing you
And all the effects
that are caused by your presence
Feeling all the distance
All the way to absence

Soon you will be back
Windows will then open
sky will invariably clear
bringing in the air
And all
All is gona be fine

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tudo que causa a tua presença na ausência

A casa continua a mesma
basta olhar com o olhar dos olhos
todas as coisas perfeitas
com todas as imperfeições

Tudo que nos envolve
tudo que nos toca

tua presença fica espalhada por tudo
cada canto
cada coisa e ação
tua presença fica espalhada
em todos os pontos do onde
em todos os lados do que
a todo instante

Tua voz, mesmo distante
tua imagem mesmo de longe

tudo que nos envolve
nao é tudo que somos

penso sempre em ti…

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Aviões, vulcões e saudades

Cade suas mãos
Cade você
Para onde foi
Que viagem
Que avião

Fico aqui guardando
Nossos traços
Morando
Saltando dias
Audacioso
Como se pudesse
Conseguisse enganar o tempo

Fico aqui te buscando em teus cheiros
Tuas marcas, teus espaços
Nossos somos nós

Mãos que anseiam contato
Que te buscam à noite
Pra seguir junto
Quaisquer caminhos
Fico aqui ansiando contato
Ansiando te ver.

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Então é isso

A vida é isso
Essa soma incompleta
encontros e desencontros,
erros e acertos
atos automáticos
Reações
Racionalizações
medos
sonhos pra serem construídos
sonhos pra serem sonhados
Fomes diversas
Sedes outras
Securas e insônias

A vida é essa multiplicação de efeitos
percepções e fatos
constatações e sorrisos
perdas e lágrimas
prazeres e dores

A vida é essa profusão de operações inacabadas

E não é só isso a vida…

A vida também é tudo o mais que conseguirmos fazer com tudo que ela nos proporciona dentro do tempo que nos é dado.

Hoje, mais ou menos um ano atras.

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Olhos e pensamentos estrangulados

A Arte me choca
As vezes
Como um torniquete no lugar errado
Estrangula
Mostra que há de vida
Onde não deveria haver, há
Onde não imaginava poder
Arte

A vida as vezes me sufoca
Atos sem sentido
Casos desconexos
Impactos desproporcionais
É vida, é isso aí

Como um descer e subir complexo, uma interação desproporcional de diversas “coisas”… entre tudo e todas as coisas.

#Guardemos no fundo mais profundo de nós mesmos uma certeza superior a todas as outras: a vida não tem sentido, não pode tê-lo. Deveríamos nos matar imediatamente se uma revelação imprevista
nos persuadisse do contrário. Se o ar desaparecesse, respiraríamos ainda; mas sufocaríamos no mesmo instante se nos fosse roubada a alegria da insanidade#

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FrAses que CortAm

Tua palavra não é o golpe
Tua palavra é a faca
Adagas, canivetes
Espadas

Que nos pensares
Vão sendo empunhadas
Tua palavra é facas
Quando falas
Teus golpes

Saem da tua boca
Em frases
Facadas
Ouvidos
Dores e cortes

[inspirado no papo com Flavio N.]

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ja ja

Logo logo é segunda-feira
Logo logo é novo ano
Logo logo serei quarenta
Hoje já és mais de trinta

Logo logo será futuro
Lugar de nunca chegar
Logo logo vira passado
Logo logo hei de lembrar

Logo logo é dia novo
Logo logo novas idéias
Logo logo a cama, o quarto

Logo logo já foi

Logo logo
é segunda-feira
é outro ano novo
serei quarenta
Hoje já és mais de trinta

quando
será futuro
Lugar de nunca chegar
vira passado
qualquer presente
haverei de lembrar

é dia novo
novas idéias
a cama, o quarto

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De onde vem…o que foi que te fez, isso que te causou

Fica um vazio tão grande
Que todo som se emudece
todas as frases se terminam
palavras deixadas ao acaso
uma infinidade de trechos sem pontos finais

As emoções sentidas
Não se conseguem explicar
As emoções sofridas
As emoções

Não há o que fazer

O silêncio é tão grande
Entristeço
Não consigo entender tudo
Me apego ao amor que sinto
Quero muito estar contigo
simplesmente e feliz como fomos feitos pra ser

Tento te respeitar deitando-me ao teu lado
Tento te trazer de volta pra cá.

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novosanosvelhosamigosnovos: presenças, ausências, mosquitos, umidade e histórias

Por vezes, não conseguimos entender direito as situações a que somos submetidos ou a que nos submetemos. É raro quando as percebemos no momento em que acontecem. Às vezes, só entendemos depois que elas passam e o depois, pode variar, de logo depois a muito depois.

Quando temos abundância constante, conforto, suprimentos, viveres, raramente nos permitimos entrar em contato com o que nos incomoda, agimos como personagens em rota de fuga de nós mesmos, desesperadamente buscando distrações e alentos para cabeças turbulentas, perturbações e problemas que vão se acumulando, confortável e traiçoeiramente…

Seja num local isolado, uma casa com recursos parcos, com mosquitos muitos, com umidade brotando da pedra, cozinhas vertendo água, enfim, com tantas adversidades e incômodos quanto pessoas boas e de bem. Seja na lembrança, invariavelmente pudemos estar um para o outro, cada qual com sua história e contribuição, pudemos trocar e gerar um grupo que evoluiu individual e coletivamente. Independente da nossa capacidade sempre individual de percepção e da nossa presença física.

Às vezes, para transformarmos algo em novo temos que remexer no que é velho
Naquilo que persistimos em carregar conosco, ocupando espaços físicos e lógicos
Físicos e mentais, criando desvios e distorções no perceber do que nos cerca

Às vezes, para invocarmos o que trazemos de velho, precisamos ouvir o que o outro, outra pessoa, traz de novo.
Velho pra um, novo pra outro; é fato, nada de novo nisso, os conceitos de novo e velho estão relacionados aos sujeitos da experimentação, suas histórias e experiências.

Precisamos ouvir o novo que está incomodando, precisamos perceber que somos todos bem mais parecidos de perto do que imaginamos, que nossas idéias tolas de exclusividades em privilégios ou problemas, são apenas idéias tolas de exacerbação de um individualismo nosso de todo dia, um individualismo sistêmico, impelido por opressão da nossa grande e funcional Sociedade.

Quando os velhos e novos vão se encaixando na nossa mente, nesse repositório da nossa história pessoal, vamos tranquilizando, vamos nos unificando com os demais, percebendo nossa singularidade e nossa ordinariedade, nossa humanidade.

Feliz ano novo, porque não dá pra vivermos um ano velho, dá pra se ter um carro ou um treco, mas o tempo é sempre novo, de fato, sempre estamos vivendo um novo e singular momento.
Um feliz ano novo, cheio de coisas novas que conversem, harmonizem com as coisas velhas e formem um todo diferente, um todo realmente novo. Nada sobre ou supernatural, simples e novo.

Um ano novo cheio de coisas novas, logo esse tempo desse ano novo passará…

Espero ter por anos e incontáveis anos novos, esse mesmo amor que me apaixona a cada dia, essa paixão doce que alegra a vida e a enche de ânimo.

Espero ter muitos anos novos pra planejar e anos velhos pra lembrar com vocês, Meus velhos amigos velhos e os novos também. Vocês que me ajudam a tomar mais noção de quem sou, a estar mais em paz comigo, que mostram que o que pra mim é ou foi um problema pode ser uma opção de saída e vice-e-versa .

Quero muitos mais anos felizes com vocês meus amigos, velhos ou novos, com vocês certamente ao lado.

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Vidas, pontes, São Paulo e nós

São Paulo trafega em alta velocidade
São Paulo não chega
Nem vai
Nenhum lugar
São Paulo
Só mais uma cidade

Chão Paulo aglomera vidas
As pontes juntam
Atravessam São Paulos
Cruzam vidas
As pontes nos colocam de frente
Proporcionam encontros

E São Paulo está lá
Está aí
Cinza, vários tons

São Paulo não tem céus azuis
É tudo mais cinza mesmo
Muito mais que o natural
A natureza de São Paulo
Não brinda a cidade

São Paulo é mais rodovias
Prédios, complexos viários
São Paulo e suas pontes
Extraem da gente
A fórceps o que temos de vida

São Paulo nos isola
Nos estrangula
Aflige
Angustia
Amedronta
Nos força a olhar pra dentro
Nos dá pontes
E depois une
São Paulo une

Pode ser só mais uma cidade só
São Paulo
Mas pra nós
São Paulo foi diferente.

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Quando fui te precisar já não te achava

Pai:
faz uma falta incrível
aquele banco
que a gente sentava
para conversar

desde o dia
em que o tiraram daqui,
nunca mais nos vimos,
nunca mais
sentamos juntos

Deixou de existir
todo aquele mar

Tive que encontrar em mim
o que restou de ti

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Tratados da vida I

Não te prendas à preocupação em retribuir à altura de algo que acabas de ganhar. Primeiro, a preocupação pode inibir a demonstração expontânea do teu ser e segundo, se fores uma pessoa crítica, o seu nível de exigência pode levar a total frustração dos seus planos.

Retribua, simplesmente, como você gostaria de retribuir, de uma forma que demonstre o que você é e como você quer ser percebido, comprometido com a sua evolução, sua história individual única.

Retribua como você imaginaria que fosse aflorar da pessoa aquilo que você percebe de mais gracioso, um sorriso ou vários, lágrimas, surpresa, gargalhadas, curiosidade, força, ou retribua provendo algo que sabes que o outro precisa alimento, questionamento, ferramental.
Na verdade, na verdade, não há uma receita há a vontade do fazer o que se quer fazer, quanto mais leves somos nesse exercício mais chances temos de tocar o outro.

Dar implica em se colocar no lugar daquele que recebe, em pensar no outro e como o outro, é um exercício ou pelo menos pode ser, um exercício de colocar-se no lugar naquele breve instante, e isso deve ser prazeroso, e pode ser divertido.

Porque em realidade, nunca saberemos realmente, quanto, o como, aquele que recebe, mede o que foi dado. Podemos notar pelas demonstrações mais externas, nada muito além disso, mas se o ato de dar for verdadeiro, podemos experimentar uma sensação incrivelmente recompensadora

Eu sempre me considerei um doador. Tenho aprendido contigo a beleza que existe no receber.

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O Que é relevante?

(Para Barbara
amor, respeito e carinho)

Pergunte-se, pergunte-se
Faça as perguntas para si, para o mundo…

Não há certezas precisas,
Nem de felicidade, nem de segurança,
Com o tempo percebi que certezas são resultados
Para continuarem guardando 100% a legitimidade
Elas tem que viver no passado

Nós, no anseio de navegar mares calmos
Na busca por algum conforto maior para seguirmos adiante
Erroneamente as colocamos no futuro

O futuro é um lugar que nunca chega,
O futuro está lá, além
Lá na sua cabeça, lá nos meus devaneios

O que existe aqui nesse mundo
É fruto do que se fez
Passados e presentes misturados
Aquilo impulsionado pela vontade

Portanto
Há bússolas, há fortalezas, há fé
Há os valores que temos e trazemos conosco
Há o que se quer, o compromisso, o caminho
Há o que queremos, vontades, planos
Há nossa personalidade e caráter.

O que a vida exige de todos os seres
É a coragem de viver
A coragem de morrer somente a única morte invevitável
A partir daí, surgem mundos de possibilidades,
Infinidades de coisas que podem
curar doenças
inventar maravilhas
descobrir novos mundos
desbravar novos limites
bater recordes
salvar vidas
gerar novas vidas
coisas que podem costurar vidas

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O mundo, o tempo e você

O mundo está aí
Ele não sai da frente
Tão pouco impede nossa passagem
Ou paragem
Ele está aí
Não há o que fazer a esse respeito

Temos obrigatoriamente
Que interferir nele
Agindo e sofrendo ações
Não agindo e sofrendo não ações
O mundo está aí e não dá pra mudar isso
E esse mundo agora daqui
Não é mais o mesmo mundo que exisitu
Quando comecei a pensar nisso

O mundo está aí
E você, onde está?

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Obvios

Eh interessante

Querermos continuar fazendo a mesma coisa
Que fizemos a vida toda
Com a pretensao de chegarmos
A lugares diferentes, outros lugares
Dentro de nos ou fora

Eh no minimo interessante
Resultados diferentes

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Deixei uma mensagem pra vc…

Deixei uma mensagem pra voce
Enviei pelo celular
Pra te avisar que o sol brilhava
Enquanto a tempestade caia
que mesmo aqui
no meio de tanto concreto
e fumaca
um lindo arcoiris se formava
durou pouco
mas ele ficou ali
no ceu de nuvens
poeiras
e chuva acida

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foi

Sorriso amarelado de tempo
Corpo carregado de vida
Cabeça cheia de lembranças
Pouca preocupação com futuros
Pouca preocupação com desejos

A vida amarelada de tempo
Fotografias em álbuns esquecidos
Lembranças carregadas de vida
Momentos amontoados por dentro
Desejos preocupação com futuros

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once and just

You only need one different step
To change your path
Therefore changing
But it does not mean
Destination change

Change one step
once
just

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quando para encontrar consigo não se precisa muito, quase nada

É preciso um monte de coisas
É preciso quase nada
Desnecessários essenciais
É preciso observar desperdício
Tudo ao mesmo tempo ontem, amanhã e hojes
É preciso olhar o bonde, o trem
O que nos traz, nos trouxe
Sem perder a vista
A frente
O que nos leva e como
O caminho que trilho hoje
Para encontrar consigo

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quando tudo que fez e me trouxe e o quando e para onde vou

Preciso saber
Preciso
Essencial do viver
Desperdiço

Quando ele mais precisar
Se afaste
Quando ela mais precisar
Se disponha
Quando te incomodar
Se cale
Quando algo puder acontecer
Que te afete

A distância ainda te preserva
Quando ela se cansar do tempo
E a espera revolver tua mente
Você vai enxergar o roto
Quando tuas pernas se cansarem
Da vagança inerte
Quando olhares e não vires nada
Não haverá conforto

Primeiro vais buscar um ponto
Tua história
Bonde que te trouxe
Algo que ligue tua verdade
Ao tudo que tanto sentes
(ainda que não transpareças)

Quando questionar verdade
Vai ver o que te liga
Aquilo o que não és mais
Lembranças

Muda tua referência
Cadê o pertencimento
Muda a noção da origem
As pontes para trás
Se dissolvem e ao mesmo tempo
As ligações ficam mais fortes
Em nuances mais tênues

Vai ver um dia tua casa
Tudo do passado em escombros
A vida dando grandes voltas
Em torno destes mesmos pontos

Quando te buscar
Consciência
Algum querer desmedido
Aquilo que tanto questionas
Coisas, seres e caminhos

E se até aqui não consegui
Ver todo o belo que me causa a vida
Não conseguirei ver mais nada
Não resta mais que uma saída
Seja qual for a estrada
De que mesmo se vale a vida

Algumas escolhas são feitas
Mesmo quando não escolhidas

Quando ele mais precisar
Se aproxime
Quando ela mais precisar
Abrace
Quando te incomodar
Simplesmente fale
Quando tudo mais for carinho
Não há dor que não passe

Com o tempo se curam
Causas e cousas
Curam-se também sofrimentos

Mas e quando não sabemos
O que da vida destino
Talvez não consigamos ver
Que o relevante
É o simples
É te-la tido bem vivida

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janelas, espelhos e FOtogRAfias

Diante de espelhos vemos, supomos ver
Ficamos diante de espelhos tanto tempo
Vemos aquilo que nos permitimos
Vemos aquilo que queremos
Vemos aquilo que conseguimos ver

Mesmo diante de espelhos
Que deveriam refletir conteúdos limitados
Vemos esse espectro imenso de possibilidades
Que nem assim nos permite ver alem
Acabamos vendo aquilo que fomos condicionados a ver durante anos de entorpecimento

Fotografias que encaixam em sonhos e satisfazem anseios desesperados

Tantos anos de exposição a seres, a relacionamentos e espelhos
Que muito pouco alem do que tanto vemos refletir
Pouco alem do que esperamos
Conseguimos ver

De repente nos vemos diante de janelas
De montes
Vemos através de janelas como se víssemos espelhos

Agimos como seres compostos de informação
Limitada por imagens turvas
Formadas em espelhos corroídos pelo tempo e a exposição
Agimos como se o reflexo nesse espelho fosse a única possibilidade do real
Agimos com informações formadas por imagens reversas
Que nos confundem e afastam de nossas naturezas
Mas que mantém essa necessidade de segurança
De deixar tudo
Estar como sempre foi

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Pra você nesse dia hoje, sempre o mesmo novo amor

Bem recentemente me descobri gostando de contar histórias, eu tenho aprendido a contá-las para alguém muito especial, alguém que tem me deixado ser a tal ponto, da vontade e das histórias virem naturalmente.

Para voce nesse dia hoje
Voce que poderia se valer
Da sua dita fraca memória
Para se justificar e esquecer

Os outros
Nós que te gostamos tanto
Assim um tanto oh!
Fazemos lembrar-se dia

Nesse dia: queria mesmo estar aí
Fazer tudo especial
Tudo do seu jeito
Tranquilo
Bonito e simples

Nesse dia
Queria estar ao teu lado
Só para estar ao alcance da tua mão
Para quando quisesse
Para quando precisasse

É verdade:
pode bem ser só mais um dia

Para mim, hoje é um dia mágico
Um dia único
Um dia onde tudo e possível
Um dia onde você deve se aproximar
Ver tudo o que te trouxe aqui
Quem sabe se perguntar:
“Onde” quero estar ?

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Inspirado no poema

Você que eh errante
Com pao e amante
Ja tem mentiras bastantes
Segue teus caminhos curvos
Para ires mais alem

Voce que ficou quieto
Sentado ao instante
Não tens pao
Não tens amante
Não tens vida que te baste

( inspirado no poema de Flavio Neves)

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por Vezes prOCuro aquEles que sonham

Por vezes me pego olhando um resto de céu azul-amarelado, nessa cidade de climas imprevisíveis de meteorologia temperamental, de calores e frios repentinos que secam e cortam e nos fazem escorrer e tremer.

Por vezes me pego olhando por entre esses espetos de concreto e aço que acumulam carnes diversas entre vidas e sonhos que vão sangrando dias sem fim, que se empilham em semanas, meses e anos sem fim, entre vidas interrompidas e histórias descontinuadas, a série inacabada de erros e enganos da massa.

Por vezes me pego olhando para um nada branco, para sombras, luzes fluorescentes que incomodam uma vista cansada de não ver sonhos. Forço os olhos sem descanso.

Por vezes sorrio, percebo paisagens lindas refletidas em vidros espelhados que isolam ambientes cheios de vazios ambulantes enterrados em prédios de concreto, aços e vidros retorcidos para dar alguma esperança de graça que distraia.

Quando saio à rua, há o arroto indefectível dos carros e motos que expelem a repulsa desses seres que vivem nesse vai e vem em busca de algum sentido, sem nem mesmo saber porquês.

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5 vezes meses

(baseado em girassois desocupados)

Hoje pude ver teu sorriso sem nem mesmo ter te visto
O lado da cama não estava mais vazio e mesmo aqui
Em meio a tantos números e discussões que não fazem sentido
Consigo te sentir e até sorrio
Tua momentânea e ocasional distância não fez mal algum
Ao contrário acentuou tua presença, essa ausência.

Hoje, quero te abraçar novamente como venho fazendo nos últimos dias,
Sentir-te tão perto de mim quanto só eu mesmo já pude estar
Sentir nos tão juntos que pensar em plurais é automático

Hoje, lembrou-me você, a simplicidade dos nossos dias, sorri.

Nessa correria que vivemos,
Com todas as arrumações que ficam para serem feitas a qualquer instante,
Semanas que se repetem
Livros que se amontoam
Todas as mudanças, avaliações, decepções, aprendizados, constatações,
Novas perspectivas, oportunidades e nossas vidas que se misturam
Qual ovos mexidos

Vamos nos encontrando mais e mais,
Juntando partes
Unindo pontas
Com
Caras amassadas
Caras inchadas de choro
Bochechas doendo de risos

Almoços, cafés e jantares

Eu sorrio também, ao ver-te
Mesmo que em minha mente
Eu sorrio também
Ao saber que faço parte
Dessa história contigo

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vidA, coisas coMplicadas, cOisas simples e a inTErrelação entre elas

Talvez nós tenhamos motivos suficientes
Por experiências nossas
Para agir da maneira que agimos
Par nos comportarmos assim
Do jeito que dizemos, assumimos ser

Talvez esses motivos tenham deixado
Marcas tão fortes em nós
Que o nosso jeito de ver possa ter sido mudado
Que nossa percepção possa ter sido
Completamente adequada
Só pra nos poupar da dor
Da estupidez, do sofrimento
Que aquele prazer nos causou

O que isso nos causa
O que tem isso a ver com nossas vidas

Tudo o que nós percebemos hoje
Incluindo essa pessoa que nós dizemos ser
E essa outra pessoa que podemos
Certezas e incertezas
É o fascinante resultado
De tudo isso que experimentamos
Sofrimentos e prazeres

Tudo o que nós desejamos
Quando nos expõe a riscos
Ou à proximidade deles
Nos faz reagir da maneira
Com a qual sabemos ser a mais segura

Segurança é uma palavra traiçoeira
Não é a única, sabemos
Está relacionada a preservação
Mas ao extremo, pode isolar
Matar

A pergunta que devemos nos fazer fica aqui revolta em minha cabeça:

Como podemos viver de forma a usufruir da vida tudo o que sonhamos, aproveitar o caminho e construir uma história nossa?

Repetir mais do mesmo, pode ser exatamente o que nos trouxe até aqui, teve sua funcionalidade, serviu é verdade, chegamos até esse hoje, mas aonde essa repetição irá nos levar, a mais hojes ? E com o tempo, a ontens e ante-ontens ?

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Beijos…dos girassóis

Hoje acordei
Coração em ti
Cama
Uma imensidão
Lençóis e fronhas
Um campo de lembranças
Cheiros e desarrumações
Em flores, em girassóis

Hoje é, acordei
Te procurei ao lado
Mesmo sabendo que não estavas
Quase pude ver teus olhos abrirem
Ao tempo em que tua mão acariciava meu rosto
Quase pude sentir de tanta vontade em você

Hoje fiz café para mim
Água do “hulk” e umas nozes

Saí esquecido
Querendo voltar
Pedaços e preguiças

Te telefonei e ainda eras sono
Busco pequenos fragmentos teus
Deixados pelo nosso quarto

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A espeRançA, o quereR e o urubu

Estava falando com a minha namorada sobre esperança, vontade e afins, acabei por escrever que a esperança é útil pra quem não sabe o que quer.
Quintana dizia que a esperança é um urubu pintado de verde. Enfim, acho que a esperança pode ser útil ou utilizada, isso.

Para os que querem
Há a vontade, a sorte e a esperança
Essas coisas que “conspiram”
Como se coisas pudessem conspirar

Para os que não sabem o que querem
E os que não querem
Há a sorte, a esperança, o destino

Há desculpas suficientes
Há desculpas suficientes
Para todos

Nada disso anula o sonho
Nada disso anula nada
Nada disso anula O nada
Nada disso é nada

Vá, continue
Mesmo que não dê pra ver aonde vai dar
Vá, continue
Mesmo que não dê para ir
Vá, continue
É tudo que a vida te pede
Continue, vá

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Nós

Esse final de semana
Quero estar junto contigo
Pra irmos e virmos e ficarmos
Entre todos os destinos e origens
Caminhos e nós

Te Amo cada vez mais
Como se fosse possível
Quantificar o amor
O que sei
Nao ser

vamos nos descobrindo
Nos conhecendo
Conectando novas partes
Formando amores
Que seguem de um pra outro
E de nós aos entornos

Ouço tuas frases quase mudas
Que lutam pra sair do teu peito
Emergindo de ti
Nesses tímidos sussurros

Transformando silêncio em dúvida
Repito o que penso ser o que alucino
E teu sorriso me confirma
Não estou caduco

Te quero mais que nunca
Verbos em primeiras pessoas plurais

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Verbos que nos conjugam em nós

Hoje acordei sorrindo
Você tão por perto
Todo esse contato
Tão essencial entre nós

Encontros por aconter
Acontecermos
Nós

Verbos conjugados
Essas primeiras pessoas
Plurais

Verbos que nos unem
Em ações e pensamentos
Que criam um monte de possibilidades
Gostosas de deixar

Enchem olhos d’água
Enchem rostos de sorrisos
Enchem corpos de prazer
Misturam

Criamos novas coisas
De verbos tão gastos
Novas possibilidades
Dos mesmos singulares

Nossa ação
Conjuga-se em
Verbos que abrem
Portas diversas
Portas trancadas
Que nos dão acessos e medos
Que nos surpreendem em coragem
Confiança e entrega

Nesse final de semana
Esse começo assim
Com quereres
Ficarmos
Irmos
Pararmos
Juntarmos ainda mais
Começos

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fugir de mim mesmo #2

Fico observando, observando muito as pessoas e principalmente àquelas a minha volta, mas não consigo parar de me criticar, de me pegar num ato furtivo de menosprezo de baixa auto-estima. É um processo doido de autoflagelo, misturado com um montão de poracarias que faço para dificultar minha viagem.

Saio pra comer, como um montão, até passar mal, até não aguentar, até começar a sentir dor de cabeça, até sentir que meu estomago está prestes a estourar minha barriga. Até meus pensamentos se enturvecerem, se confundirem entre as sensações absurdamente confusas. Depois, sinto uma sensação terrível de quem cometeu um grande erro, um arrependimento inconsolável. Somo a isso diversas outras pequenas sensações que experimento durante o dia e taí, acabo concluindo que mais uma vez tive sucesso nas violências que pratiquei contra mim mesmo.

As pessoas a minha volta ficam tentando resgatar os padrões que apresentava e que as agradavam, mas pelo puro prazer de ter alguém afável e apreciável que possa proporcioná-las momentos de regozijo em troca de um aperitivo. “já provou o bolinho ?” tudo vem em forma diminutiva, parece que propositadamente, para mascarar o estrago que vai causar.

De fato o estrago que causa é grande, a sensação é terrível, nunca pude sentir como um animal prestes a ser abatido se sente, mas acho que deve ser quase igual.

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empTy spaces: nO rOom

There is no room for romance
There are chances
Life is raw
It passes you by
in a blink of an eye

There are few chances for love
No room for chances
No place in life for romances

If you believe so
It may be difficult though
If you not even believe it
It is senseless
Will be worthless
No forgiveness
Nothing else
No explanations needed
No apologies indeed
It is just a matter of time
Not even a letter
Nothing to understand

Anyone may call for an angel
To come up from sky
To rescue you from your dive
High
All the available gods
No emergency parachutes
To break the fall

No leftovers, no extra food
Only your waisted paper bag
Wrapping your lasting memories
And what is yet
So you could feed yourself
Before you get yourself
home
Before you get yourself
home
By yourself

patience
whilst there are fights
there are empty spaces
but not much room
no places

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Hellos and goodbyes

You may search the world
Look it from backwards
But why are you searching
What are you searching
Even if all you ever needed
Comes to you

You may be looking for shelter
There is no place but you
Nothing will give
That sensation
You need

No caring hands
No smiling faces
Will ever be around
No lasting kisses

It is your loneliness
You facing it
Alone

Get down stairs
Look all around
Rebuild your way
In time to say all missing
Hellos and goodbyes

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catch a flight

To show all
Whats the meaning
Of showing it all
There is no reason
None to see

Jump
From your inches
And get stand still

Breath
Keep breathing
No one else
Cares
For living
No one will

But if you wanna leave
Leave it
Put your note
Through the door
And go

Get your plane
on time your destination is waiting for

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just

Just
Anyway
Anywhere
Just

Leave a note
To show
If it matters to you
Leave a note

Tell me where
To start
The search

Or not

Just
Anywhere
Anyway
Just

You
Close
To you
closer
too close

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leftovers

eu boto um show
navego entre músicas
numa busca inútil
de algum consolo
algum carinho

a garganta incomoda
o peito dói dessa tosse

a canção fala
de coisas que fazemos
coisas que deixamos para trás
coisas que foram

acontecimentos

entre vidas
tem sempre o outro
tem sempre o eu
tem sempre o alguém

o mundo não se resume
a nenhuma circunstancia
a nada
a vida nao pode ser resumida
qualquer tentativa
nesse sentido
é apenas
mais uma fuga

não irás a nenhum lugar
diferente da tua condição
e de tudo que você se permitir

o acreditar vai desaparecendo
imperceptivelmente com o tempo

você vai se tranformando
naquilo que te sobrou pra crer
no que ainda te resta
aquilo que consegue ver
algo mais que restos

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Acho que nao pertences aqui

Algum mar revolto
Que te trouxe aqui
Nao, nao foi teu vir

Algum mar revolto
Te trouxe aqui

Quando acalmar
Essa tempestade

Quando consertar
Teu barco

Quando aclarar-te
O caminho
Cidades

Se o que vc fez
No enquanto
Nao for assim
Tao relevante
Estou seguro
Te vais

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de me encontrar vivendo vim, vem

parte da vida desejando
sem bem saber
parte da vida comprando
o que não precisava ter

parte da vida precisando
não conseguia entender
Parte da vida por necessidades
que não se conseguem ter

outra parte da vida agindo
outra esperando passar

parte da vida sendo vivido

parte da vida errante errando
parte da vida crendo
parte da vida sofrendo
parte da vida esperando
parte duvidando
parte da vida negando
parte da vida querendo
parte chorando
parte sorrindo
parte gargalhando

pra aprender so vivendo
não adianta ensinar
não adianta explicar
não adianta avisar

pra aprender so
vivendo
vem

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Todo o resto seja la o que for

Eu dou as coisas quando me enervam, quando acho que não estão mais me servindo simplesmente dou. Se percebo que vão servir melhor a outro também dou, ai uso um sem numero de critérios questionáveis ate mesmo por mim. Mas quando não quero mais, dou mesmo. Subsidio a efêmera felicidade alheia do ter.
Recentemente descobri que não tenho apego material, a coisas, gosto mesmo e de gente, de pessoas, de vida, desse amor que me faz pensar e querer ir mais longe.

Isso facilita muito a viagem, o caminho, o encontro com o que e indispensável, a resolução da disputa entre o necessário e o essencial fica tola, pela simplicidade amedrontadora que causa o indispensável diante de todo o resto.

Indispensável pra mim e sentir esse amor, assim desse jeito que sinto por você minha linda!

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wake up okay

Waiting for a wake up call
Alone with me
Never asked
What did I see

From never answering
Never posed questions
How should I be

I did not know what to say
When the time came
I did not know what to say

Just okay
Just okay
It is just okay

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Huevos revueltos

Nosso amor
Ovos mexidos

Uma vida pela frente
Um monte de nós
Um pouco de gente

Planos e desvios
Pontes e encontros
Colesterol sob controle
Nada de exageros no sal

Nosso amor
Ovos mexidos
Muita caminhada
Compreensão e carinho
Sorrisos abertos
Despretensiosos

Umas compritas
Solo lo indispensable

Nuestro amor
Huevos revueltos
Qui siempre estan buenos

Amote Chica
Y la descobierta frecuente deste amor
me hace tener ganas de tornarme una persona mejor

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head in a water bowl

This last look
No alarming signals
No sounds
No big deal
No reasons
To strive

I would had let you go
Anywhere you may
Thought about
Going

Many pretty situations
Starring at us

Lightning spots blinking
On the corner of the screen
Some scratches that don’t get polished
Not anymore

You dive your head
In this water bowl
Like you were to stay forever
Limiting time to the depth of your breath
Limiting

The rest of air
Left to you
Gives you the hint
Of everybody’s common destiny

An empty house
A beloved girl
Nothing else around
To make your do’s
Not anymore

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time over times many over

There are times when words
Are not enough
To fill the deep
That duels in the heart

You could leap long distances
With your car
Your incredible machines
Could kill many armies of lonely soldiers
With your words
Could get turned into something
You never ment of being

Such
So much
So

For now
Just leave
As it is

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O que importa é

O mais importante
Não é o lugar o aonde
O mais importante
Não é o como
De carro
A pé
De avião

O mais importante
Somos nós
É você
Sou eu
O que vivemos
O que percebemos

O mais importante
É mais que um só
Mais que apenas um de nós
O mais importante
Não é
Mais importante
São

Mais importante que ter
Mais importante viver
Mais importante ser

Tenho me sentido
Mais importante
Tenho sentido
Simplesmente
Ser bom como sou

O mais importante
Não pode excluir
Quem somos

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Te ver

Tenho te visto
De olhos fechados
Quando
Quando encontro sorrisos
De olhos abertos
Tenho te visto

Tenho te visto
Espalhada pela vida
Em diferentes toques
Que vem enriquecendo
Minha percepção
E mudando essa cidade

Ainda assim
Os finais de semana tem durado pouco
Nesse caso o tempo se aplica
Nesse caso o tempo incomoda
Por passar assim impiedoso

Se for pra comparar
As semanas tem muito mais tempo
Vamos navegando entre dias
Que insistem em ter feiras entre si

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pictures of faces in frames: first time I felt you

Took hundred pictures from you
With my sharp eyes
Your apathy were everywhere on my lenses
Senseless and senses
I was getting it wrong
Your smiles got free
I could finally
See what I envisaged
As the first time I felt you
The hundred pictures shown
Exposed to how it grows

Love

I took hundred pictures from me
Infinit mirrors
Got different evolving faces
From loving and smiling
Traces
To scars that didn’t let me show
The fight, fought
The good fight

Was I getting unable of caring

Oh life
Gave me a harder shape
To live on
An iron armor
To get on

Protection

When you care
Too much
You can feel the touch
From Miles
high on

When one care for the touch
You can feel it such
From miles and miles on

But you still need it
No armors on
No protection
from within

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Eu vou la

Eu vou la
pra dizer que te amo
eu vou la
pra te levar essas flores
eu vou la
pra te dar mil beijos
pra te fazer carinhos
com toques e redemoinhos
eu vou la
pra te levar esse amor
que estrangula garganta
que estoura o peito
eu vou

eu vou la
te confessar meus medos
te falar de planos
te pedir abrigo
eu vou la
te mostrar um pouco mais
te ver além da aparência
eu vou la
buscar teu contato
o essencial
guardar teu sorriso
dizer mil vezes
o quanto você é linda
ate você cansar de não acreditar
eu vou la

eu fui
tentar ajudar
perguntar
entender melhor
a maneira de tentar
fui la

hoje to precisando
não sei bem como estou me sentindo
mas se a vida é assim
foi muito bom saber
que você
agora
está vindo.

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tente entenDer O quE SE ve: estar

Coisas sem sentido aparente
Que nos fazem agir
Dessa maneira
Ou daquela
Ou deixar simplesmente

O que valoriza um ato pra alguém
O que deixa esse ato significar
Não e preciso estar certo de nada
Certo para que?

Infeliz ou felizmente
As coisas nem sempre são como queremos
O que pode nos obrigar
A nos movermos
Ou não
Quando não nos movemos
As coisas se movem
Ai vamos pra onde somos levados
E nao pra onde necessariamente queriamos ir

O que te incomoda
O que te violenta
Uma palavra
Um ato
Uma sensação
Qual a tormenta
Entre tapas ou palavras
Perde-se o tempo

Quando já não se quer mais
Qualquer motivo basta
Qualquer coisa e suficiente

Quando já não se quer mais
O que se vai
Esta alem do que se percebe
Apesar do que, querer
Pode nao ser suficiente

Qual o conforto que se quer
Do que se quer abrir mao
Do que não
Podem ter sido um milhão de coisas
Pode se ter um milhão de soluções

Pra se explicar um problema
Pode se escrever um sem fim de livros
Mas pra a solução

As vezes a vida e assim
Nao da para entender
O que precisamos dar

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If there is a god in thee, where and who are thou

If there is a god

Este é o título de uma música do Radiohead que eu gosto por ser tão despretensiosa quanto ácida, no bom e velho sarcástico estilo Inglês; mas talvez isso não tenha nada a ver com o texto, essa misturada de estilos pra manifesar meu embasbacamento:

Tudo o que eu posso ver é tudo aquilo que eu sou somado a tudo aquilo que eu consigo imaginar ou mesmo sonhar ou mesmo não sonhar; tudo aquilo que eu acredito que possa existir dentro desse meu ego-mundo, nessa relação um tanto indefinida de proporcionalidades. Ainda que seja válido só pra mim, ainda que haja influências de fatores externos os mais diversos, que criem impressões, deixem marcas, abram janelas e percepções alterando o que se vê, acaba-se gerando então o que se enxerga.

Tudo o que eu sou, forma simplista, é o resultado de tudo aquilo que eu fiz, junto com todos os sonhos e desilusões que eu sofri e causei. Tudo o que quero, o meu futuro, é resultado do que faço agora, nesses agoras de todos os instantes.

Se a felicidade só consegue te remeter à doença e ao distanciamento, talvez seja por que isso seja tudo que consiga ver devido a sua própria limitação?
Conjecturas, perplexidades, paradoxos erráticos…

Whenever I meet you, I let you know that I did not have any convincing, compeling argument that you were somehow by any means real.

E o texto?

Seja lá qual for o item que você escolha
Nada vai conseguir fazer você ver
Aquilo que você não acredita existir,
Pela simples prerrogativa da satisfação infantil
Do possuir certo vazio
Ninguém vai conseguir te fazer ver
Nada além daquilo que você quer

Look around
If all you can see is disease
That is what you are
And there is that thing:
You can avoid
People and circumstances
But you can’t
Avoid yourself

You can run away
From places and situations
But you can’t
Run away from you

So better get used
Or do something about it
Being like you are
And accepting it
As a deterministic value
May be comfortable now
But, may limit enourmously
A bright future

So life goes, as the song :

” if there is a god…
i know he likes to rock…”

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Sentir e o que se vÊ

Diante de tantas fotos
Faltando
Palavras para descrever
Cenas e percepções
Silêncios repletos de suposições

Imagens

Imagens que mostram a mente
Por trás de lentes
Por trás de câmeras
Mentes dispositivo
Reversos retratos
Conscientes de sua ausência

Tantas palavras e gritos
Tão pouco espaço
Comprimidos
Tão pouco tempo
O instante

Entendimentos
Sentidos
Desesperos
Prazeres
Que verdades

Lentes protegidas
Das próprias imagens
Que captam
Inalcançáveis

Olhos de deuses-homem
Eternalizando momentos
Em cenas
Em frames
Pra fazer lembrar
Pra fazer mostrar
Primeiro
Exemplos
Portas
Portais

Imagens mensagens
Avisos desejos

Lentes que não sofrem
Lentes que não sentem
Lentes retratos
Mentes por de trás de lentes
Mentes que não sofrem
Mentes que não sentem
Mentes retratos
Que retratam sentimentos
Dispositivos consciências
A flor da lente
Na frente

Lentes que usam filtros
Pra ressaltar intenções
Pra dar o efeito certo
Em tudo aquilo que não viveu
Aquilo daquele que só viu
Nada mais fez
Além da lente
Sem contato aparente

Retrato, registro
Lentes e câmeras e filmes
Filtros e planos e idéias
Vidas e caminhos e cantos
Dispositivo gente

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poNtes qUe ligam e São paulo

Servindo a distintos propósitos
Com muitos e nenhum dono
Seguramente
Encurtando distâncias
Unindo caminhos
Juntando margens
Turbulentos rios
Permitindo
Aos que ousam
Pontes

São Paulo foi uma ponte
Entre vidas
Entre nós
São Paulo foi ponte

A ponte e nós
Observando corrente
Constatando tempos
A água
Respeito
Observando as gentes
Observando a gente

Ponte sobre
O tempo
Ralativando relativos
Convenções
Distâncias em metros
Distâncias em medos
Distâncias em dias
Contando

Ponte sobre
Semanas cheias
Saudades
Ponte atravessando
Frios
A dureza dos dias

Ponte entre noites barulhentas
De solidões empacotadas
Em apartamentos insones
E sonos tranqüilos aconchegantes

Restaurantes desertos
E casas vazias
Espaços
Que se enchem repentinamente
De vidas cheias de espaço
Que se enchem repentinamente

Ponte entre opostos
Ponte entre semelhantes
Ponte entre iguais
Ponte entre pontes
Pontes que permitem
Entre todos e todos

São Paulo e nós
São Paulo
Ponte que nos colocou frente
Ponte sobre tudo o mais
Ponte que nos permitiu
Olhares
Juntar-nos-ponte
A olhar pontes.

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eStar cErto eNtão, esTar Errado então

estou cansado dos certos e dos errados, quero  viver simplesmente. Viver é mais importante do que errar ou acertar, viver e querer continuar, é muito mais importante que qualquer vã sensação de prazer que o estar certo possa trazer. Viver e querer continuar, é muito mais importante que qualquer vã sensação de fracasso que o estar errado possa trazer igualmente.

Faça-se um favor, faça-me um graça, esqueça os acertos, ria dos erros, assuma a sua relativa significância, assuma a sua vida, conte os acertos com o mesmo prazer dos fracassos e seja mais feliz! Seja você em doses maiores, doses cavalares!

Viver é simples, é simples demais…

Nós deixamos as coisas da vida ou nossas percepções nos complicarem e quando e se um dia percebemos, não reconhecemos mais a nossa própria cara ante o que sobrou de nós, diante dos pedaços deformados ao espelho…

Algumas vezes temos a oportunidade de sacudir isso tudo e fazer a diferença, fazer alguma mudança, mas simplesmente não acreditamos o suficiente em nós mesmos. Estamos tão acostumados ao cárcere do certo e errado que o seu algoz, o medo, nos induz a um autosentenciamento instantâneo. 

Nos matamos mais um pouco, deixamos o mundo morrer novamente para nós mesmos, por asfixia suicida da percepção, tapando qualquer possibilidade de luz, por mais um tempo. O mundo e a nossa concepção única de todo esse maravilhoso conjunto de eventos, fica á parte por mais algum tempo.

Noutra hora, quando e se nos damos conta, estamos acorrentados demais às mazelas que nos criamos e nos impomos. Acorrentados demais para obtermos a simplicidade do que é sentir-se feliz e bem.

Sempre há uma oportunidade, sempre há uma opção. A escolha, mesmo que seja o não agir, implica em alguma ação.

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essenCial em nós: eu nO esPelho, vOcê

Você não precisa tanto
Quanto você acha que precisa

Você não precisa estar protegido o tempo todo
Mas precisa saber se proteger
Precisa reconhecer o momento

Você não precisa de todo controle
Precisa ter disciplina para algum controle

Você não precisa sempre ter vontade
Precisa querer mesmo que seja nada

Você não precisa falar o tempo todo
Muito mais que falar
Tem que expressar em algum momento
Usar os sentidos que lhe foram dados
Explorar as sensações através deles
Mas a fala é um deles

Você não precisa estar sempre certo
Precisa ter essa certeza

Você não precisa saber sempre que erra
Precisa assumir quando souber

Você não precisa ouvir sempre
Tem que saber ouvir
Perceber que não ouviu
Entender que ouvir e entender
São faculdades distintas

Você não precisa entender tudo
Precisa entender pelo menos isso

Você não tem tanto assim que ter
Mas tem um mínimo

Você não precisa dar sempre
Precisa dar, que seja um pouco

Você não vai estar sempre junto
Tem que querer quando estiver

Você precisa dar-se inteiramente
Não há como dar-se um pouco
Não se dá um braço
Não se dá pedaços de si mesmo

Você não precisa ganhar tudo o que quer
Tem que saber receber o que te dão

Você pode ter objetivos fantásticos
Não pode é ter objetivos inalcançáveis

Você não tem que ser ninguém além de você mesmo
Isso pode ser o mais difícil de conceber
Não pode é se trair
Isso parece ser o mais difícil de conseguir
Mas só parece, se você se olhar no espelho
Se olhar o eu no espelho: você

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Para quem você tanto quer: um pouco do futuro que fomos

Pra quem não aceita dizer eu te amo
Solidão
Pra quem não beija na boca na rua
Vontade
Pra quem está sempre no controle
Chicote
Pra quem tem sempre que entender tudo
Baralho
Pra quem tem que racionalizar
Razão
Colocar tudo cronologicamente em ordem
Calendário
Pra quem conheceu alguém
Interesse
Pra quem quis, mas hesitou
Dúvida
Pra quem saiu correndo do táxi
Fuga
Pra quem disse: boa noite, até mais
Medo
Pra quem roubou um beijo
Beijo
Pra quem encontrou e só disse oi
Disfarce
Pra quem saiu pensando no que podia dar errado
Erro
Pra quem quis tanto
Vontade
Pra quem não queria dizer eu te amo (sem ter muita certeza)
Audição
Pra quem se descobriu dizendo te amo
Boca
Pra quem se descobriu ouvindo te amo
Boca
Pra quem beija na boca em todo lugar
Línguas
Pra quem não quer saber de controle
Entrega
Pra quem anda de mãos dadas por ai
Cumplicidade
Pra quem não está nem aí pra entender
Vida
Pra quem pensa no tempo como algo relativo
Relogios virados
Pra quem conta o tempo como distância
Um metro
Pra quem quer estar junto e hesita
Contato
Pra quem transforma
Planos
Pra quem permite
Realizações
Pra quem quiser
Realidade
Pra quem acredita no que sente
Verdade
Pra quem sabe que existe
Amor

Tudo sempre esteve aí

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expressoes de temporalidade: exercício

Outro dia desses
Qualquer hora dessas
Na hora certa
Em qualquer instante
Há qualquer minuto
Dentro de uma hora
Dentro dos limites
Fora de qualquer prazo
já, já passou

Quando você quiser
Tem que ser agora

Já está fechando
Vai acabar
Quando é a data?
Hoje é dia?

Sendo razoável
Mais ou menos certo
Acho que pode sim
Não sei se quero não
Não se preocupe
Onde, como, quem ?

Como cheguei aqui ?
Comecei com tempo

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all THat one could givE: making room for nEw

If you were to receive all that you could give

All that I deserve
All that I request
World of words
No left overs
True to selves

All you want
All you can give
You’ll receive

Nothing is hard enough to beat
nothing is unbeaten

Never the same
Never again
Never is a lonely train

Try, tried, try
Again
No complaints
Nothing is a lonely way

Get a ticket
Have to go
Nothing wrong
Nothing right
Life is not a lonely try

No empty places
Instead your emptyness
Nothing is a packed wagon
In a never destination train, nowhere again

All you can set loose
Let go
Making room to unfold
New selves,
New ways to look at you
Making room to all that
You always felt so impossibly real

Today you do
Tomorrow you are!

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Segunda, terça: Mais semanaS, que os finais

Eu quero muito
Quero muito te mostrar
Com mais que gestos
Com mais que comportamento
Todas palavras que trazem olhares
Que trazem toques
Que extrapolam sentidos

Te vejo de olhos abertos
De olhos fechados
Te vejo e tua beleza esta aí
Sempre presente contigo

Jamais me prive do teu sorriso
Fico transbordando de mim
Perplexo em perceber-me amando
Descobrir esse amor em gestos
Palavras, toques, olhares
Trejeitos, lábios, caras e bocas
Bilhetes simples que te dão sinais
Muito mais coisas
Enxurradas pessoais

Como mandar mensagens ao além
Como mandar mensagens ao mar
Como mandar mensagens pelo ar
Vou mandando mensagens para você
Vou mandando mensagens de mim
Vou mandando lembranças de nós

Pequenos beijos aos olhos
Pequenos carinhos

Sem esperar

Escrevo por que sinto
Envio porque quero que leias

Como te fazer um carinho a mente
Como te fazer um carinho daqui
Tentando encurtar distâncias
Tentando aproximar caminhos

Tudo muito novo
Diferente
Sentir assim, saudades tuas
Você tão presente em tudo
A casa tão vazia de coisas
Tão cheia de planos
Sonhos

Amanhã ainda é segunda-feira
Corrida, yoga, trabalho, água de coco com clorofila
Chove ha dias, não deu pra dar nosso role de bike
Fica pra semana que vem, junto com a ribs
junto com as lojas de decoração
os ingressos pro show
a viagem que temos que resolver

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Let bE iT: metapHoricAL mean

In order to keep
Your heart warm
You have to give
The Warmth away

In order to give
Your heart
A warning
You have to let
Yourself away

In order to keep
Yourself in order
You have to let
Yourself a mess
In order to keep
A mess in order
You have to give
Yourself away
And further

So, give yourself
Get yourself
Give yourself
Let oneself
Let one be
Let be

There is a flame that burns away…
Let it burn
Who knows
One day

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outRo dia hojE SErá onTem

Por cima das controversas e herméticas páginas de cartas e anotações de Pessoa, elevando os olhos como quem buscasse o conforto da realidade, de ver-te ali, de facto, deitada à outra ponta do edredom. Como se não bastassem os toques, os carinhos, o suspirar: tuas mãos, segurando firmes “ As Intermitências da Morte” como mãos que seguram a vida à beira.

Hoje: ontem há quatro meses atrás.

Quando te conheci.

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DesfAzendo desencontRos: tÃo pertO do amor, de ti

Ontem te procurei on-line
você não estava
pensei em te ligar
mas achei que pudesse estar te invadindo
me senti tolo por pensar assim
mas nada além fiz
e me isolei no dentro

Ontem te procurei em casa
olhei todos teus pedaços
me olhei no espelho
vi todas tuas partes
todos teus toques

ri de risos que já demos
ri da gente
da maneira
dos nossos sorrisos

Ontem visitei teu blog
percebi ha quanto você não escreve
lembrei que não escrevo há tempos
também
mas nada fiz além

buscando alguma medida certa
entre os pensares

logo o cansaço de um dia maçante me dormiu
num sono de procura
sono de um vasculhar a cama
busca do você que não estava
mesmo estando tanto
com tantos sinais

ainda que eu tenha dificuldade pra falar
ainda que eu tenha dificuldade
de aceitar meu querer
ainda que você tenha dificuldade pra expressar
pra falar o seu querer
me vejo em nós
nos vejo em mim
nos vejo em ti

tudo isso misturado
mechido
entranhas de dois tão distintos
tão iguais
tudo isso do desejado

hoje acordei cansado
como quem não dormiu direito
acordei cansaço vazio
de olhos afundados no preto
olhei pro teto
não
não fui correr
não fui fazer café

fui te procurar de novo
você está em todo lugar
e em mim
te quero, nos quero

A impressão da palavra
no tempo certo
que causa a força
que queremos passar
“estou te amando”
Do verbo amar

Gostoso te amar
ao mesmo tempo
do a qualquer tempo
ao mesmo tempo
do tempo do quando

do quando que já chegou
dos quandos que estão pra chegar

Nesse tempo que nos serve de amor e vida em medidas que não há com o que se comparar.

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óbVio explÍCItO

Existe essa luta
O que pensas que és
Todas as depreciações possíveis
O que desejas ser
Todos os devaneios aplicáveis
Entre

Entre esses extremos
Vais existindo
Ao mesmo tempo
Vais se tornando extinto.

Enquanto isso
Insiste essa insatisfação
Perene

Como um rio do agreste nordestino, persistes em existir, uma existência que questionas o tanto quanto te permite do tempo que te sobra; o fluir dos dias.

Em todo demais, navegas entre pessoas e coisas buscando não sabes bem o que não sabes bem quem…

Entre o que corre pro mar e o que evapora tens aí tua vida.

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Sinta você! resultado razão

Como fazer pra razão entender tudo o que as palavras não conseguem dizer? na realidade a razão não entende nada, a razão é resultado, ela surge do entendimento do conjunto sentença formado pelas palavras. Se a razão não sente tão bem; não entende tanto assim o que sente, quem a detém, faz o que? Como aliar razão ao sentimento?
Aos que sentem, como é possível esse sentir? Não que a razão não permita o sentir, a razão simplesmente não sente, é como tentar explicar em palavras o que não se entende em ou por palavras. Para sentir não é preciso explicar.
Porque não há como explicar antes das palavras surgirem; para explicar vc precisa identificar pares, significâncias, correlações. Sentir é tudo que vem antes das palavras e que brigamos tanto com elas para acomodar da melhor maneira, na melhor das circunstãncias para então possibilitar a razão.

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ficou proNto na cOnVersA

um texto que não é lido
não é um texto
é um pensamento escrito
se escrevo meus pensamentos e fico lendo
eu mesmo
é como ficar repensando meus pensamentos
lendo e relendo

Pra virar um texto
ele precisa ser lido
precisa de você

Precisa povoar outra mente

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quando não se vê FIM

Quando o filme não tem “fim”, fica aquela pergunta na cabeça: acabou?
Vem o preto na tela e ainda nada da determinação clássica do fechamento do evento iniciado com o apagar das luzes e aumento do som que te envolve na proposta dessa experiência sensorial.

Quando não se vê o final, o que será que se quis dizer com isso?

Imagens, cores, sons, impactos, efeitos, reações,
Fecha, escuro como quem fecha os olhos, próprios olhos
Entram-se logo, apressadas, letras em agrupadas em nomes de todo pessoal que atuou, e segue a busca do nome que liga o ser ao personagem que humanifica o ator.

A sensação é de real; distingue o cérebro o que não o é?
Não sei bem, não sei não

Estou enferrujando as palavras e as letras em minha cabeça, que está preguiçosa do pensar, se cobrem em edredons de temas os mais variados.

Fico usando olhos para observar-te beleza e pasmo…

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guarde a sensibilidade use-a, sinta, guarde a racionalidade use sinta

A imagem do longe no espelho é distante
Distante esse longe ainda mais fica
Reflete
Espelho de frente pra espelho
Aonde
Instala-se o infinito se finca

Na mente pensamento flutua
Viagem
Anseio tolo aflito

Na voz o silêncio emudece
Ternura
Tudo o que não precisa ser dito

Esquecem-te então as palavras
Afloram-se os sentidos
Os gostos, os toques
Os gestos sonoros
Muito mais daquilo tudo que é visto

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quando o quando chegaR, O beM que fAz

Quando o que quero é tão simples de se dizer e expressar
Quando o que quero é tão simples de viver e de realizar
Mas só quando o que quiser for maior que meu temor
Conseguirei acreditar, mesmo sem ver

Quando o que queres é tão simples de se dizer e expressar
Quando o que queres é tão simples de viver e de realizar
Mas só quando o que quiseres for maior que teu temor
Conseguirás acreditar, mesmo sem que vejas

Quando o que queremos for tão simples de se dizer e expressar
Quando o que queremos for tão simples de viver e de realizar
Mas só quando o que quisermos for maior que nosso temor
Conseguiremos acreditar, mesmo sem vermos

Tudo certo em nem tudo ser concreto
Enquanto for
Quando?

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psicro #2

Hoje o frio
Maliciosamente
Venceu paredes geladas
Entrou meu quarto
Segurou minhas pernas
Proibiu espreguiçar-me
Engoliu meu bocejo
Num grande silêncio
Quase vácuo

Dentro
Daquele quarto vazio
Com ajuda da preguiça
Me manteve ali
Refém
Sob ameaça
Durante horas

não posso dizer que foram ruins.

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enable

of what we bring from life and through it

Inprints in
Me
Out
Inprints On
You
In

Ought
Go

Out
Inprints in
You
In
Inprints on
Me
Out

Ought
Make
Us

Inprints in
Me and you
Out
Inprints on
Us

Ought
Be

Inprints on
You and me
In

A new
You
A new
Me

A new begining
I did not knew
Begin
Then

Life either brought us, anyone of, here
or we made ourselves through life till,till now
all that we are, all tha we don´t, is related with inprints
the enabling factor.

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Preciso, mais preciso

Preciso correr mais
Preciso
Cada vez

Preciso comer menos
Preciso

Cada vez
Preciso querer mais
Preciso
Preciso saber mais
Preciso

Preciso ouvir mais
Preciso
Preciso entender mais
Preciso
Preciso aceitar mais
Cada vez mais

Preciso errar mais
Preciso
Rir mais
Preciso demais

Preciso viver mais
Preciso
Cada vez
Mais preciso

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iMpOssíVEL

O impossível
Reside em toda combinação de coisas
Onde a principal característica é
Não se querer o que ele esconde

Não se quer a possibilidade
Com tudo que ela traz
Logo surge o impossível

Impossível é tudo aquilo que não se quer
Todo o resto pode não lhe ser possível
No momento, por hora
Até mesmo isso que tanto clamas querer

Impossível é tudo aquilo que não se quer
Possível
Todas as desculpas que se tem pra dar
Enfileiradas se agarram
Por sobrevivência à impossibilidade

O impossível é seu

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da timidez à força

Sua timidez me obrigou a roubar à força esse beijo que você queria tanto me dar, mas não dava.
Tive que acreditar no que senti e não conseguia ver pra enfim conseguir beijar você.

inti jamile

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ao inferNo: dA Decisão à pArtida e o retorno

Não se vai ao inferno e volta
Sem nada mudar-te
Da decisão da partida
Por todo caminho
A cada pequena decisão
Prosseguir
As mudanças vão agindo

E assim como não se volta do inferno incólume
Não se chega lá santo, são

Como não se volta de nenhum outro lugar
A mesma pessoa que se foi
Não se volta o mesmo
Não se chega o mesmo
Não se sai o mesmo
Que pensou em sair e que saiu

Não se muda de nenhuma condição
Mantendo-se o mesmo
Não se sai de nenhuma mazela da mesma forma
Que entrou ou se foi nela entrado

Ao mesmo tempo e em diferentes passos
Se vai e volta
De vários e nenhum lugar
Não se chega em nenhum canto

Tem hora que certas coisas
Acontecem em você
Entram e te bagunçam todo
Cabeça, tronco e restos

De todos que criares parte
De todos os infernos
De todos os lugares
De todos os abendiçoados

Todos aqueles você
Que vagueiam pelas ruas
Pedindo cigarros
Costurando guimbas
Gritando palavras
Gritando monossilábicos
Acendendo tempo
Em busca de alguma interatividade
Ainda que por vícios e pecados
Imundos dos seus restos
Dejetos
Desses todos

Você os contem
Ao mesmo tempo que eles

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Aonde vão te Levar, mEnte, pernas e queM

Andar com suas próprias pernas
De coluna ereta
De maneira torta
Descobrir com seus passos
Seus pisares
Seguro
Em falso
Todas as possibilidades
Que te conferem
Qualquer caminho
Qualquer escolha

Andar com suas pernas
Sabendo o peso que carregas
O teu peso
E o não teu peso

Andar com suas próprias pernas
Caminhos desses seus passos
Onde certo e errado
Não fazem conta
Não disputam
Nenhuma posição
Não competem
Entre si por nada
Nem tem tanta relevância
Quanto pensas

Arrastar-se até pernas outras
Então dispostas
A levar teus pesos
A levar-te

Deixar-se ser levado

Receber pernas que levam
Por caminhos que não são para as suas
Sem que isso faça nada ou ninguém
Mais ou menos

Receber daqueles que estão aí
Para dar o que tanto precisamos
O que tanto não vemos
O que tanto pedimos
Pedimos tanto esse tanto que sobra aos olhos

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O gostar do gostar e o querer: você

Gostar de você
É algo que tenho percebido
Gostar de você e ver
Esse gostar de você
Implica me permitir
Sentir com toques,
Cheiros e paladares
Vida

Uma enxurrada de coisas que se sobrepõem
De formas únicas e inéditas
Criando um aspecto novo de tudo
E todo o mais que me cerca

Gostar de você
Abandona esse monte de racionalizações possíveis
Esse monte de especulações prováveis
Sentinelas sempre ao alcance da mente
Trabalhando entre si

Prefiro minha boca colada a tua
Até que nossas salivas se misturem num suco
Cheio da gente
Cheio dessas vontades
Cheio de idiossincrasias

Dessas distintas maneiras
Que temos de dizer sim
De hesitarmos
De nos entregarmos

O que tanto queremos
É o que tanto queremos
É o mais simples

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eNquAnto ainDA é

Essa manhã vai ser difícil
Reaprender a andar tudo de novo
Quem foi que inventou isso?

Todos os referenciais do mundo
Mudados nesse piscar de olhos pesados
Esse gosto amargo de embrulho
Nunca provei embrulho nenhum é fato

Ficar a ouvir todos os sons
Tão amplificados
Que me cerram os olhos
Gritando estupidezes
Maquiadas das mais diversas formas
Todas grotescas
Tão cheias de luzes
Cores que não refletem bem
Não há como cerrar ouvidos!
Olhos cegos de sons!
Desesperos demais

Tanta e toda essa claridade
Perfurando a visão que resta
Essas janelas e frestas que aparecem
Não se sabe bem de onde
São incapazes de guardar em segredo
De esconder qualquer coisa tudo

A vida passando nessa feira
De algum lugar todo dia
Onde se vendem pastéis e caldos
Que embotam o ar de gordura
Essa sujeira e nada
Esses segundos em gritos
De outros desesperos

Piso com extremo cuidado
Em cada instante do dia
Passo conturbando, calado
Olhar com olhar em procura
Essa ressaca bendita
Arrepende todos esses atos
Sanidade maldita loucura

Outra noite repete
Outro tanto
Repente
Tudo que já te esqueceu
Outra noite, outra manhã
Outro pranto
Por enquanto ainda nada
Tudo que sobrou é seu.

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THe Absolut saDnEss

Esse sono que não deixa sonhar
Esse sono que consome tempo precioso
Num viver complicado de sofisticações tamanhas
Que vamos nos obrigando mais e mais
Num sem fim de coisas
Sem muito sentido

Tu vela queimando ao contrário
Descompromissado com padronagens babacas
Derretendo tudo da cera
Deixando o pavio largado

Vais gostando de sensações
Quando te dás algum tempo
Para perceber o simples
Até daquelas causadas
Pela não experimentação
Do que esperavas

Ficas engolindo tristezas
Embebedando-te de absolut sadness
Como se alguém pudesse
Beber tristezas que não consegues chorar
Ficas arrumando pretextos
Para não ficares mais sóbrio
A sobriedade te cobra uma razão
Que te fere mais que essa vida
Que vai te matando silenciosamente

Bêbado de absolut sadness
Enchendo-te vais
Pra ver se alguma alegria sobe, transborta
Pra aproveitar te fazeres uma limpeza
Qualquer boa justificativa
Alguma coisa de bom
Que tinhas consigo
Haveria de boiar
Bêbado de absolut sadness
bÊBaDo De AbSOLut SAdNESS

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Por fazer, ainda

Ainda não choras-te a morte do teu pai
Pela seca que se firmou dentro de ti
Esta que te demoras tantos anos a perceber
Sem amor,
A vida que não acreditas poder ter
Não acreditavas
Tudo muito dentro de ti
Aí dentro a distância te afasta do que és
Um abismo só teu

Essa tua sagacidade
Agora
Acho que te presta mais pro teu próprio mal
Essa tua sagacidade de miserável
Essa tua astúcia toda
Hoje te separa de um mundo
Que sempre sonhas-te em viver

Esse mundo que precisa te ver chorando
Pra que possas senti-lo existente.

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EncoNtrando esse insTantE: beijo

Essa tua timidez me fascina
O que sinto
Ao mesmo tempo que intriga
A razão
Ver-te lutando com ela ao teu modo
Entre piscadelas e mordidas nos lábios
A caminho do meu encontro
Todo esse espaço até o beijo
Esse instante
Me faz sorrir

Eu e meus pensamentos
Todos num sorriso
Já meio amarelado do tempo
Distante que fica a lembrança
De ter sorrido assim
Com coisas tão simples e boas

Essa minha razão
Toda censura
Se aparecesse
Poderia confundir-se com a tua timidez
Facilmente
Mas como não a demonstro
Fica essa razão para mim
Entre razões e censuras
Tem o ver-te
Tem o beijo

Ao ver-te chegar tão perto
Inteira
Provocante ao mesmo tempo
Tímida
Minha atração por ti
O que sinto
Dissolve o mundo
Tudo à volta
Toda razão
Toda censura

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TO anYOne bUt

There is no betrayal
There is no Deceiving

There are betraytor’s
There are deceivers
But you

There are none betrayed
There are none deceived
Butyou

Wherever you are
Whomever you be
That is
It
What is
It

Look aside, look around
Look at the mirror
There staring at
Who

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quando precisar lembrar, quando se esquecer o fizer, quando quiser o querer, quando quiser conseguir

Te leio, te ouço, te penso
Vejo tua voz me dizendo
Aquilo o que está escrito
Esse toque tão necessário
Esse hoje não tive, invento
Nesses outros sentidos me agarro
E sigo

Imagino entre tudo e tanto atento
Tuas pequenas mãos procurando
Todas as letras e palavras aflitas
Preguiçosamente deitadas
Em algum cantinho da tua cabeça
Pra então dize-las prensadas
O que só tua mente já ouvira
Me esforço na mente a lembrança
Tua voz, penso que te imagino

Teu som é muito mesmo quando calado
Tua voz desse apenas ao tudo
Desse belo que vem da tua boca
Eu que sinto-te a falta exalto
Sorrio-me imaginar tua nuca

Precisos diversos motivos
Hoje que seja esse lembrança
Os movimentos que causam e os efeitos
As palavras ao ventar teu tudo que falas

Tão perto do mundo e de mim
Mal controlo impetuosa vontade
Do toque que tem esses teus mil lábios
Preenchendo de tato e sonhos
Meus desejos não mais sozinhos
Quanto de ti me vem com teu beijo
Me perco em ti em mim mesmo

Vagueio por essa cidade
Consome-me em pressa o caminho
Entre idas e vindas te penso
Espero poder-te em carinho

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take it leave it fake it

I could have left them alive
Yeah killing it is away too much
I just don’t know
What have I done?
What have you?
What is the purpose of my life?
None
But for you
What is it on?

Leave it on
Live on
Leave off
Live on
Leave it on
Leave it
Leave it!
Son

Take it in
Take in
Take it on
Take one
Take many ones
Take it in
Take it on
Take on
Take off
Fly away fast
Fast away flight
To anywhere home…

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entre MUnDOs

Sentir sem falar
Matar metralhado
Uma arma sem balas fuzila
Ouvir que tanto esperado
Ensurdece de silêncio o que cala

Falar sem sentir
Enganar o enganado
O ruído daquilo que não fora
Entre fala e sentimento
Entre percepção e censura
Espera

Sanidade e a vida
Entre momentâneas loucuras
Quando expressa o que se sente
Naquele instante em que se cala
Cabeça ao peito o afago presente

Nem tudo que sinto falo
Nem tudo que falo sinto
Verdades
Mas quando sinto que falo
O que sinto
Falo muito mais
Mais alto
Mais claro
Sinto ainda mais que sinto

Quando calo o que sinto simplesmente calo
Olho para um lugar longínquo
Quando calo tanto o que sinto não falo
Uma hora simplesmente evapora

Onde foi que senti o que falo
Como o que falei já não sinto?

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É de que mesmo a dor que sentis-te ao chegar ?

Enquanto bêbados vagueam pelas ruas,
Outros morrem em histórias banais
Outros nascem insistem na queda
O monte de gentes se vai

Enquanto sonhos se perdem em dias de chuva
Torrentes,
Dorme-se menos, chora-se mais

Ruas molhadas refletem
Luzes acessas que não conseguem deitar
Em casas onde vives tristeza
Nas ruas deitado
Em pés sobre mesas
Onde fos-te, o que queres, onde estás

Qualquer sacrifício que fosse
Precisavas notar
Saber entender outra coisa
Algo o que nunca vis-te
Pesar
É tudo mais ou menos o mesmo
Olhar triste

A massa mesma pra cada distinto pão
A vida que empurra te pedindo agir

Eu paro! Eu paro!

Que problema se elas insistem tanto
Rimas pobres também são rimas o pranto
Rimas pobres também valem
Pobres em qualquer canto cabem

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The mAtTer Of no matter of…

ok, you haVe A point
i haVE a pint
doesn’t matteR how bright
yOu’re hiccuping
You´re so high
don’t even try to get me
i’m just passing time
Stick yOu with your points
i drink Mines

I won´t fight

So what…
So why

The dumb, dumbier, dummy done
is gona, gona, gona, gone
lingers sticks time to come
alive alined live alone

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Beijos e girassóis desocupados

Hoje acordei antes das palavras
Saí, elas continuaram ali, dormindo
E acho que ainda estão
Acordei antes de qualquer razão
Que tenha ou que saiba
Perplexo de êxtase
Com os pensamentos ainda em você
Sentindo
O melhor a fazer

Hoje antecipo sua vinda
Sentir, nada mais a dizer
O melhor dos beijos

Esses girassóis estão pra você
Sempre desocupados.

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caTaplam: o ausENTe, a ocupAda e a invisível.

Ele sempre ausente, ausente de todo o sentir, sempre usando as palavras pra expressar sentimentos que anseia tanto viver, mas que a própria racionalidade exacerbada em textos, sistemas de palavras, o proíbe. Ausente de tudo aquilo que não consegue ver. Intrigante paradoxo que o mantém ativamente distante do sentir. O ser sensível preso à razão pela forma de expressão que usa para demonstrar o que sente e percebe. Com isso e toda sua dificuldade em expressar-se, acredite ou não, ele está ausente. O ausente se acha suficiente mas carece do outro para viver tudo o que escreve em sua persistente e já não tão confortável “ausência”.

Ela sempre ocupada, por que assim não tem que entrar em contato consigo e tocar no que sente, perceber-se pode tomar tempo, o tempo sabemos é limitado e exíguo, e importunar alguém ocupado é algo deve se imputar culpa, portanto, pense bem antes do “enter”. Pior do que quando esse alguém que incomoda é o próprio e mesmo alguém, é quando um outro, um ausente, importuna com temas que fazem ocupada ver-se refletida no que diz. Talvez o estar ocupada, com essa sinalização de contra-mão (esse nosso mundo virtualizado…) seja, “estou sem tempo mesmo, não me venha agora falar de tantos outros contos…” Estar ocupada, simples, ela está ocupada, melhor não incomodar…

Ela sempre invisível porque assim ninguém sabe que ela está, ninguém, nem mesmo ela, será que o invisível não sofre? O invisível só se relaciona quando quer, ou será que o invisível está em busca de observar e tentar perceber, como se estivesse de longe, mas perto, o que, ou quem está onde ele queria estar, ali no seja o que for desse nosso mundo mesmo.

Hoje a ocupada sobrecarregou seu tempo com o ausente, conversaram, meio que falaram umas coisas, algo sutis tipo cataplam (onomatopéia de uma caixa d`agua com um elefante em cima caindo na cabeça do ausente), importante é: conversaram, e o ausente veio lá da sua distância, que já tanto queria vir, se encontraram ali e falaram para os dois e para si próprios.

O ausente conversou com a invisível, que quer tanto ser vista, mas que não se vê (ela está sempre invisível). Logo então apareceu, como se materializasse, mostrou-se através de seus questionamentos reais, de sofrimento, de sentir, da vida, da dor do querer, do dever e tais. A conversa do ausente, mesma forma daquela, serviu tanto pra ela quanto pra ele, como se falasse a outra aquilo que precisava tanto ouvir.

Hoje o ausente ficou disponível, a ocupada certamente se ocupou ainda mais e se percebeu nisso e a invisível, apareceu para si, foi ter consigo, e volta logo.

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óbvio do tolo

Hoje resolvi escrever em prosa como noutro dia desses em que reclamava insistentemente do escarro sônico da mecânica cidade de São Paulo e nós seus mecanizados habitantes. Meu receio desse tipo de escrita é que perco a conta das vezes em que ela acaba por me prender na correção que me custa fluir na escrita, com isso ocasionando a perda do foco na mensagem que quero expressar. Sintetizando, uma mistura sarcástica de prolixidade e burrice mesmo.

Li um montão de vezes um texto que falava sobre três mundos, o das coisas materiais, o das relações e relacionamentos e o das sensações e emoções. A sensação que tive ao absorver a informação contida naquelas folhas de papel, se assemelha àquela de quem encontra o que tanto procura, que esbarra incidentalmente com a confirmacão que poderia levar a fazer papel de louco, como quem sai gritando por aí que não é maluco, ou coisa que se valha, afinal, está tudo escrito ali no texto de um filósofo, acadêmico.

Bem, esses mundos guardam relação comum e esta está na palavra, na língua, ná lógica e na razão (essas que se assomam de forma não excludente, e que podem ser parte de um todo ainda maior ainda desconhecido do autor leigo). A grande questão que perturba, (porque questões tem que perturbar?) é qual a medida de razão e lógica, qual a dose de sentimento e sinceridade que se deve ter para levar uma vida normal, assimples?

Talvez não haja resposta exata que substitua a experimentação que aliada a percepção pode nos levar ao aprendizado da dosagem que funcione ou que cause mais ou menos algum efeito.

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onde estás QUE te eScondi não sEI bem ONDE

Saudades dessas coisas que não tenho
Dessas sensações que não experimentei
Por que sinto tanta falta
Desse tanto que não sei

Saudades de sonhos e desejos
De planos
Anseios
Não sei bem
Talvez
Por que se esconda

Uma e outra hora me pega
Assim
Saudade
Pá!
De frente
Projeta

Num mergulho profundo
Nesse lago de escuros
Feito de coisas
Tantas
Que não sei bem

Até me deparar com ela
Esbarro num monte d’outras
Que me distraem de mim
Que me seguram e prendem
Que me sacodem
Esbofeteiam
Relembram-me de “des”

Despertam-me e acalentam
Confundem-me e encantam
Nesse instante que se sufoca
Entre tanto à volta
E tão pouco ar.

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DistANTes ou uma canção para quEm se sentiu falta

Daqueles que fazem o existir da distância
E todas as coisas que os separam
Daqueles que tanto querem por perto

E tudo entre, demais

Daqueles que fazem desaparecer
Tudo que os separa
E a noção de se querer junto
Aproxima

Um brinde a distância
Que de alguma forma
Te mantem a algum alcance de mim

Distância

Que não te deixa sumir completamente
Te mantem visível
Quase ao alcance da mão
Aos olhos que não precisam ver nada
Fechados
A pele que precisa tanto o sentir
Um toque

Um brinde à distância
Que desaparece em goles de vodka
Que traz memórias de volta
De um mundo onde nunca existiram

Um brinde à vodka da distância
Que traz um todo à tona
Minha sensação de entorpecimento esvai
Como quem sai sem nunca ter vindo

Enquanto houver distância entre, existiremos distantes

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For a true friend in world of fouls, in days of magnificence Faustus is around

When I raise my left hand`s thumb
Means I am already numb
And the whole world mixes up with my entire life
That comes and goes like flashes
Between little smiles

It`s all there sparkling around me
The amnesthesic I needed
My needs

From the crackling fingers I`m starting not to feel
Not sure wether I am climbing or down hill
Not certain it is still april
Not aware of what is not real

I am getting silly, maybe
Always running everywhere
Not getting anywhere else

Sometimes I feel like I am not from here
Answering people ocasionaly in english
On the streets
Not that I premeditate it
It happens

And all over sudden I am running and smilling
Listening to songs that talk about god and jesus
Devotion and immaterial faith
And loads of stuff that when I am conscious
Reason wouldn’t dare allowing me to say
I believe
But now on
There is no need to keep rational
Well balanced

Not anymore

I am Strictly AliVE

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Toda essa cidade toda na minha cama

Domir em São Paulo tem sido “a rollercoaster ride” que só fica mais e mais desesperadora a cada dia, ou melhor, a cada noite. Cada uma perdida, carrega toda a ansiedade gerada durante horas exaustivas de trabalho que culminam e terminam desiludidas com gritos ensurdecedores de xingamentos entre um jovem casal, pais prematuros de um bebê de um mês de vida. Criaturinha, que para se fazer ouvir, berra ainda mais alto que os pais. Toda minha ansiedade em ter um lugar silencioso onde se possa repousar durante algum período digno de horas se esvai pelos ares como os ronronares alucinantes das poderosas motocicletas que trafegam, vem e vão como brinquedos que esquecemos de desligar. Todas essas coisas que não se bastam em si, não se bastam em tê-las, há que mostrá-las, a qualquer custo, há que acordar o mundo pra dizer:

- ouçam miseráveis, o barulho que consigo fazer!

É bem verdade faz um ano, quase dois que estou morando aqui, mas nesse período a situação só tem piorado e minha tolerância cada vez mais diminuido. Primeiro foi uma lei extremamente funcional que impede o tráfego de caminhões antes das dez horas da noite. Logo, os caminhões trafegam após esse horário, e daí em diante, sendo realmente notados após a uma hora da manhã quando parte do barulho da cidade já foi abatido pelo cansaço ou simplesmente demonstra a total falta de comocão que os demais demonstram ao continuar fazendo o seu próprio barulho erraticamente.

São Paulo parece uma cidade abastecida por energéticos, açúcar, cafeína e drogas excitantes, as “speed drugs” dos anos setenta. Sempre há uma janela acessa, luz trêmula, palbebras em espasmos, com olhos esbugalhados, estriados de vermelho-sangue que buscam encontrar desesperadamente alento em alguma coisa, algo que pode estar por detrás de algum pedaço de concreto logo ali. Algum silêncio há de haver em alguma parte de céu que não foi feita por nenhum homem.

As pessoas se acotovelam entre gritos, gemidos, buzinas e outras manifestações sonoras. A cidade escarra sons sem sentido em todos os momentos em que podem se manifestar seus habitantes, em todas as horas, e tempo aqui é um referencial absolutamente relativo.

Os motociclistas vestidos em couro e suas motos aceleram alto e mais alto, para que todos ouçamos a descarga de seus barulhos, o lixo que lhes sai pelos canos, toda a impressão que não conseguem gerar em suas vidas. Competem com turbinas de aviões e carros “tunados” especialmente pra mostrar o som que podem fazer.  Dormir talvez, seja algo completamente desnecessário, algo que há que se fazer apenas pela manutenção de alguma sanidade, mínima que seja, seja lá qual for o parâmetro.

Eu, que já não sei bem da minha, acredito que meu travesseiro abrigue um universo cosmopolita que grita efusivamente pra mostrar-se vivo, e que aumenta o timbre conforme avançam as horas, conforme avançam as noites, conforme aumenta a importância de ter tido algum descanso, conforme me vence o cansaço.

No paraíso, entre avenidas de prazer e aflicão conduzem motoristas educados a buzinar a qualquer momento ou situação, conduzem caminhoneiros rebitados que fream seus veículos em áreas residenciais em suas entregas pela madrugada.

Dentre todas e inúmeras experiências destaco as duas últimas noites que foram diferenciadas pelo embasbacamento com as revelações que tive. Talvez esteja descobrindo novos habitantes, todos esses loucos que vivem no meu travesseiro a  me surpreender, ora ora. Os primeiros começaram com a serra-elétrica, mais ou menos quinze para as duas da manhã. Sim, ainda há árvores em São Paulo, e há que cortá-las, como disse uma amiga: “deixe o verde na Amazônia, São paulo é monóxido de carbono…”

 é… melhor mesmo.  Essa cidade asfixia nos dejetos gerados por seus habitantes, por todos nós. Mas, enfim, a serra elétrica de madrugada, com licença especial da prefeitura, realmente, é a maior prova de comprometimento com a qualidade de vida dos cidadãos. Talvez porque o comprometimento seja com a cidade, que tem uma vida própria, é um ser paradoxalmente inanimado. Quem sabe, se a rua fosse uma rua de intenso tráfego diurno, poderia entender a justificativa, mas uma rua residencial, não consigo perceber minha intransigência. Como agora tudo isso é parte das histórias ensurdecedoras do meu travesseiro, será algo que  tenho que aprender a lidar.

Venham os banhos calmantes, as simpatias, pílulas de melatonina, os aromatizadores, os sons digitais da natureza, a rádio mec, os tampões de ouvido, os lençóis frescos, as janelas antiruídos, os isolamentos acústicos, venham todos, nas mais insuitadas combinações, todos e quaisquer recursos que possam tirar esses absurdos que insistem habitar minha fronha.

Ontem, hoje, já nem sei bem quando, toda noite a sorte é lançada, quem sabe hoje durmo um sono tranquilo!

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Pra onde segue bonde

As faces na rua

Pessoas rumando e eu
A distância entre tudo
Eu
Falta de cuidado ?
Falta de amor ?

Que venha o pior
O que for
Tamanha presunção
Esses homens
E seus necessitares
Tantos saberes
Tantos o que serás  que lhes vai acontecer da vida
De antemão

Para poderem viver

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AquilO qUe Te pReocupa aquilO que TE MAntem aquilo

Que previsão que você tem para o teu passado que te preocupa tanto?

 

O meu passado nunca existiu!

Meu passado seu

Esse passado se foi

 

Essa aflição angustiante por um passado

Que não consegue existir

Perdido entre vontades intermitentes

E necessidades vitais

Todos esses compromissos que nos limitam

A ponto de criarem um espectro

No ideário de um que seria

Se tivesse então sido

Daquela forma que pensava

Mas que não se fez querer

 

Agora só um passado

Um que não existirá mais

Perdido num caminho marcado

Por essas impossibilidades e restrições

Seboso de um saudosismo

Que tem pouca serventia

Que te faz mais derrapar

Que te freia e confunde

 

Nesse caminho de prováveis passados

Imprevisibilidades potenciais

Onde não se vê estrada longe

Onde se vai caminhando

Entre um e outro esquecer

Entre uma e outro deletar

Deleções

 

Esse passado que nos mistura

E nos fazem alguém

Passados condenados

A não existência

Ao amargo e solitário

Exílio da mente

 

Onde você quer estar quando for olhar pra cá de novo?

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Do infinito entre o que não sei: distância

A distância é como uma lente

Distorcendo

Aquilo que realmente se via

Do que se pensa ver

 

Para o que não se vê mais

Há muito

Para o que nunca foi visto

O jamais

A distância, essa lente, não age

É preciso outro recurso da imagem

 

A mente

 

A distância é como um espelho

Que embotado pelo tempo

Poeira

Acúmulo de lembranças

Vai nos confundindo

Entre imagens diversas

E projeções

Entre fatos e desejos

 

Espelhos que refletem

Tanto quanto se deixa

Refletir

Tanto quanto se quer

Ver refletido

 

A distância entre eu e você

Entre imagens

Entre desejos

Entre todas essas imagens

Os medos, certezas

As necessidades

Todas essas impressões

Que ainda vão existir

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off the lack of it off

Pick, picker, picker
Getting good and thicker
The lack of creativity is outrageous
And you are getting on
Weak, week, weaker

Full of yourself
Lacking the hell out of it
Fading out
Like sunny cloudy sky
You`ve lost your faith

You won it after all
You`ve got your star

You need a start
Need a brand new start
Over undone

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Do tONTo beber da vida em GOles (cercadinho)

Ontem eu morri um pouco
Agora estou bem mais morto
Mas estou bem
Não tem nada de mais em me sentir assim
E ouvir minha vizinha gritando com o cachorro
A essa hora
ME dá um conforto
Que só me faz questionar ainda mais
Minha ja tão publicamente questionada sanidade

Amanhã tem feira

Hoje escrevo para dizer
Gostaria de ter menos impressões tão nefastas sobre a vida
Já que a morte nos é um destino manifesto
Eu, vc
Meu pai que já se foi
Assim como tantos outros
E tantos outros mais
Que ainda se irão

E essa morte
Ainda que metafórica
Hipotética
Faz reavaliar-me
Em muitos pontos
Diferentes

Nessas coisas que fazemos diariamente

QUero ser melhor nesse viver de agora, para morrer melhor

Outra ora mais pra adiante, pois é, pois não.

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PsIcro

Esse frio solitário e cruel
Que me encolhe
Em feto
Diminuto fico
Engolindo tristezas

Incerto de tudo
Até daquelas
Que sei bem certezas
Só dependem de mim

Então hoje bebi, bebo
Hey!
Já bebi mais um trago
HEY!
Desce rasgando gargantas
Como estivesse
Limpando restos
Indesejados
Das engolidas tristezas

Aquelas que não sabemos bem definir
Mas que nos abatem sim
Inesperadamente

É bem verdade, ainda estou por conhecer
Pessoa que esteja esperando ficar triste

Ainda estou por conhecer alguem

Um ser humano unicamente triste

 

Que sono, acho que hoje consigo dormir de mim
Sem me preocupar em sonhar de mim
Sem me querer acordar assim
Como quem tem receio
De sonhar enfim
Ceder por tanto te querer pra mim
Pude te ver

EU hoje estive triste, mas foi só na hora de concluir ponto final

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qUASE NINGuEM eM TODO mUNDO

Eu não consigo demonstrar sentimentos
Assim tan, tan, tan
Mas eu consigo perceber
O que digo tanto não conseguir demonstrar

Não consigo ver aquele gesto gentil
Que não sei fazer para ninguém
Daí não consigo ver nada além
Daquilo que digo ser tão importante

Tudo que preciso é aquilo que não
Quase sempre não
Que não vejo
Que não dou
Que não deixo
Que não quero querer

As coisas mais práticas
Se resolvem, sempre se resolveram
Mas por esse ponto também não consigo ver
São coisas práticas demais
O que eu preciso, cadê?

Não consigo demonstrar tão bem sentimentos
Esses que dizes sentir
Que todo mundo sente
Mas que não sei bem porque
Se afogam aí por dentro
Assim pequeno de ser
Para que tudo esteja bem
Pra que se tenha alguma sensação de controle

A dificuldade está na expressão
Talvez
E expressar-me, assim
Literalmente
No sentir
Pode não ser tão relevante
Nunca antes, porque nesse momento
Por que agora?

Quando conseguir perceber
Um simples ato de carinho
Nas coisas que digo tanto não precisar
Possa então me ajudar
Abrir meus olhos pra todo mais
Que não consigo Enxergar
Tudo só o que preciso não

Sufocam um monte de coisas
Meus olhos
Muitas nem mesmo me são
Fica por aí se confinando
Em frases que perfuram lágrimas
Ao sabe-se lá ao que vai
Sabe-se lá o que não

Sou até feliz hoje
Por sentir que fiz algum bem
Fiz algo bom
Isso dá um certo conforto
Tomar uma sopa
Seguir
Caminhão

Não sou bom com diversas coisas e essa é apenas mais uma delas

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Modorra

É tudo mentira
Ou é tudo verdade
Acaba com qualquer necessidade
De provar uma ou outra coisa

Se for tudo mentira
Você já sabe a verdade
Se for tudo verdade
Você já sabe a mentira

E entre verdades e mentiras
Tem um monte de gente
Um monte de vidas
Um monte de coisas

Acontecimentos

Na verdade tudo que não é verdade é mentira
Na mentira tudo é verdade

Mas num instante vem
A relevância que cada tem
Pra cada quem
Seja a relevância que se dá
Seja a relevância que se espera
Nesse momento a verdade libera

Na mentira tudo que não é verdade é verdade
Tudo que é mentira pode bem não ser tudo

Pode bem ser a verdade

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o maL quE Te faz A minha Loucura

Não peço nada, não
Peço pouco,
Não sou muito de pedir não
Sou de fazer, conquistar

Peço quando o pedir envolve o que quero fazer
Não sou muito de esperar não
Sou de agir e reagir
Sou de errar

Não, não me intimida o erro
Me intimida a omissão
A falsidade
Me intimida não fazer nada
Não viver me intimida

Gosto das coisas do meu jeito
Mas posso gostar de coisas de outros jeitos
Nem tudo me incomoda
Tem coisas que não me incomodam
Outras sim

Gosto das coisas desorganizadas
Assim do meu jeito
Gosto de começar falando de uma coisa
Ir para outra
Depois outra
Concluir o que falava e descobrir
De repente
Que o que estou falando
É algo que nem tinha intenção de falar
E nem sei bem porque acabei falando

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escreVer pra Crer

Algumas vezes acredito mesmo
Que sei escrever
Aí escrevo

Tem vezes que percebo que não sei
Mas a percepção está lá no fundo
Junto com um monte de outras coisas
O suficiente para me fazer um pouco mais cauto
Menos ousado
Portanto só sei vagamente que não escrevo bem
Como sou teimoso, insisto

Tem outras vezes onde simplesmente
Sou lavado pela realidade gelada
Aceito minha condição de ser que ignora
Fico absorto olhando aquela assustadora imensidão branca a me encarar
Imóvel, inerte, incapaz

Branco

Nesses dias era melhor não ter escrito nada

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de pEnsaR, falAr, escrever

Tem palavras que são para serem ditas
Ficam melhores quando faladas
Soam melhor
Soam perfeitas, são apropriadas
Criam o efeito sonoro
Saindo da mente pelo ar
Até encontrar quaisquer ouvidos

Buscando as palavras perco os sentidos
Impactos e afagos
Nessa vida de fugas diversas
Confusões
Esquecimentos e lembranças
Temas recorrentes
Que oscilam
Loucuras são expostas

Tem palavras que ficam mais bonitas
Quando escritas
Tem palavras que são para serem escritas
Ficam melhor escritas tem IMPACTO
Param o papel, prendem olhos
Parecem que foram tecladas
Talhadas com a disfassatez de um criminoso
Não deixam vestígios
Contam seus crimes e seguem

Tem palavras que não devem ser ditas
Devem ser evitadas
A todo custo
Palavras inadequadas
Inapropriadas
Juntas a outras de parentesco próximo
Nem mesmo escritas
Ficam condenadas à proscrição
Palavras proscritas que inundam
Imaginários pecaminosos
Marginais
Palavras malditas

Tem palavras que tem tanta força
Que se projetam da mente pela boca a fora
Da mente pelos dedos ao papel
E de volta pelos olhos
Tem vontade própria
Acontecem

Tem palavra pra tudo
Pra definir qualquer conceito
Qualquer paixão

Tem palavras que gosto mais que outras
Mas isso não quer dizer nada

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AdianTE

Fico aqui remexendo a cadeira
Penso em ques
Quens, comos e outras coisas
De alternadas relevâncias

Entre essas intermitências
Que me dispõe a vida
Que alguns chamamos de sorte
Eu nada mais faço

Percebo enfim a ineficácia das minhas intervenções
Agora apenas observo

Aperto forte o braço
A ferida ainda sangra um pouco
Fez um talho
Ainda não cicatrizou
Está tudo bem
É só um talho
Só um pouco de sangue

Eu olho
Com esses olhos embriagados de espera
Entorpecidos de pressa
Expectativas que vem e vão
Em alta velocidade
Como se fossemos acabar amanhã
Avançando sinais incautos
Cruzando esquinas que levam
Que entroncam caminhos diversos
Direções

Olho para vida dessa forma e agora com calma
Encontro contigo, me acalanta teu sorrir
Mesmo apenas pensar em vê-lo
Seja imaginá-lo
Mas não paro

Te sinto, é tudo verdade
É apenas o que escrevo

eu to indo

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Bom diA

Hoje eu acordei com medo de tanto frio que fazia nesse mundo que fica do lado de fora do meu edredon.

Sei lá, era mais ou menos 8 da manhã e o celular tremia insistindo em me comunicar com o escritório:

- Oi Fernando, vc tem uma reunião com o pessoal da Republica Dominicana, está tudo bem?
- to chegando… (no banheiro)

daí meu dia descarrila completamente, as coisas se atropelam e sinto que fui vítmia da minha preguiça.

Dessa forma acabo passando rápido por tudo e não me prendo muito aos detalhes vou raqueteando as coisas até a hora do almoço e sexta, quase sempre tem algum almoço pra comemorar ou celebrar algo.

Depois disso consigo relaxar um pouco…

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O que aLcança a cabeçA

Algumas vezes tenho a sensação que a arte me estrangula
Como um torniquete num lugar errado
Faz o sangue jorrar mais ao invés de pará-lo
Mostra que há vida em abundância de formas
Isso desespera

Todos deveríamos ser focados
Exclusivamente
Em nossos próprios fins mecânicos
Tudo seria bem mais fácil
Mais cinza
Sem pequenas mortes
Só uma, um só tom

Arte e todo o mais que te alcança

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ao teu laDO eNquANto estiveres

Sem nada pra fugir de mim
Sem nada pra me perder
Sem outros pra estudar
Sem música pra não ver

Os fones de não me escutar
Os fones de não mais ouvir
Os fones de não mais falar
Os fones pra nada mais sentir

Tudo pra não lidar
Com quem, com o que
Mesmo sem saber bem aonde irá
Mas sem ter mais que fugir
Mesmo sem saber porque
Mesmo sem precisar saber

Fui apenas quem sou
Quem sei melhor ser
E nesse momento então
Te ouvir
Sem fones pra me esconder

Mostrou-me a ti ainda mais
Sem querer nada demais
Como é bom saber de mim
Como é bom poder te ver

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Qual a tua cura

Pra viver é preciso
Dentre outras coisas
Coragem

Então de repente aparece o medo
O que é
Do que se tem
Ou do que se tinha

Não se sabe bem

O medo que dá
Do medo de que
Do medo de quem
Não se sabe bem

O medo que se tem

Mas la vem
O medo do medo

O medo de esquecer
De pra que serve medo
Do medo que te serve
Pra te proteger

Do que o medo vem
Só pra te dizer
E se presta atenção
O medo que se tinha
Começa a crescer

O que não se quer
O medo de esquecer
O que quer te dizer
O Medo

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Tem diA

O que será que te resta
O que será que me resta
Já chegou mais um fim
Já passou, já foi

Mais um

O que será que era
O que seria pra ti
Pra mim
Não, sim
De certo, viver

Ontem saí para comemorar
O que já nem sei

Apaguei com álcool
O que já passou
Passou

Hoje não há mais motivos
Para celebrar nada
Haverá

Mais um

O que será que me resta
O que será encontrar
Não sei, ontem na festa
Nem ouvi falar

Hoje saí pra tentar me esquecer
Do que é tão difícil continuar lembrando

Tem dia que é melhor nem tentar escrever, deixar ficar por aí vagando

Mais um

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Um Só víciO

Já me sinto tão embriagado com os inúmeros estímulos que recebo a cada instante. Tanto que não preciso de outras drogas além dessas que me intoxicam pelos olhos e ouvidos.

Confesso, às vezes bebo vodka.

Já me sinto tão entorpecido que me alucino com a simples percepção do que não consigo mais evitar. Constato a dependência, tolo que fui, atuo como se fosse conseguir escapar, mas é mais forte que minha vontade ao mesmo tempo que é confortante porque me anestesia, me faz sentir mais igual a todo o mundo, mais parte de sei lá o que.

Enquanto vagueio pelas ruas em busca de mim, vazio… tento entender porque sofrem os que dizem ter um só vício.

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Eu To VIvo

Eu ligo a televisão
Acendo a luz do quarto
Ligo o rádio, parece sempre a mesma canção

Acendo a luz da sala, da cozinha
Escolho um banda pra ouvir músicas
Um tempo que ficou pra trás

Eu bebo vodka

Abro um livro ao acaso,
Tenho uma pilha deles
Para o caso de não encontrar
O que precise
Para o caso de ter
Pelo menos onde procurar
Alguma resposta, algum sinal

Coloco um show no mute
Para que tudo continue em silêncio
Para saber que o meu barulho é uma opção
Fico buscando um olhar novo, para as coisas de todo dia
Buscando qualquer afago
Que indique com terminar esse ato
Essa coreografia alucinante da espera
Essa ansiedade por coisas que nem sei descrever o que são
Então escrevo, eu escrevo

Eu bebo vodka

Saio em busca de um horizonte que não há como ver de onde estou e volto pensando em como sou tolo. Prefiro acreditar que essa semana será melhor do que as passadas, que vou fazer algo de bom, especial.
Me perco entre a fome e essa dor de cabeça que não passa e acabo esquecendo das coisas que devia realmente fazer.
Olho a tv e o show está na parte em que uma mulher interpreta a música pela linguagem de sinais. Não etendo nada, sei que a coca-light ficou quente e o gosto da vodka muito mais forte.

No prédio em frente tem uma luz que atravessa uma janela, que não se apaga nunca e quando acordo à noite aquela luz me passa algum conforto. Algum conforto e está bom. Eu estou vivo.

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The haze of the hAte

I’ve been missing you for long

Since that night I made you hate me

Hate me like never before

Till you sent me out

Through your half opened garage door

Never back to come

No more

I’ve been missing you ever since

I don’t really know

But it is what I feel

Between sadness and perception of truth

I get occasionally sober

I get invariably drunk

I am just a mind behind the keyboard

I am just loneliness between those walls

Those made me feel safe

Pale standing around me

Hard it is to get along

Alone

Easy it is to realize

Better later then none

Let the last attempt to come


Future is everywhere but here

None is the flower that will grow

From this land dry to the bones

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Ou e outras paLavrAs que sou

Eu vivo entre a ilusão do saber das palavras e a constatação dessa inutilidade diante do meu próprio desconhecimento. O poder sem uso fica como um amontoado de prateleiras empoeiradas, tão perfeito quanto todas as imperfeicões que me rodeiam e que finjo às vezes conseguir esquecer.

Sou imperfeito assim, carregado da frustracão causada pelas incapacidades que mergulham de forma abrupta e suicida em minha mente, criando uma nova percepção a cada pensar, terrível coreografia de espera pelo conhecimento de mim e das palavras que pensam que sou.

De certo, entre o conhecimento da língua e o comunicar, não restritamente, estão os seres, estamos nós. Entre o conhecimento das palavras e toda e qualquer morte estão as vidas, estamos todos e os livros empilhados na sala de jantar.

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enTre tOdas paLavras O que somoS

Nós somos tudo isso, substantivos, verbos, conjunções e adjetivos ao ponto que tanto mais somos o quanto mais conhecemos e vivemos das línguas e palavras, daquelas presas nos livros e das soltas ao vento, nos anúncios e nos cartazes das ruas. Nós vamos nos compondo e descobrindo nesse crescente das diferentes formas de mostrarmos o que sentimos, percebemos e por fim ou começo o que realmente somos ou deveríamos ser.

Não somos só as línguas, somos mais, somos projetos de engenharia, arquitetura, notas musicais, sons e sintonias, cores e claridades, timbres e tons, focos, nuances. Somos muito mais que o entendimento que podem nos dar as palavras. Somos e estamos além das escritas e das formas predeterminadas de nós mesmos, de tudo que podemos com a língua e com os saberes. Somos tudo aquilo o que pensamos, e para pensarmos temos que te-la, língua, em algum grau de interação. Tanto podemos ser quanto conhecemos das palavras, das mais sofisticadas àquelas que sussuram as prostituas, ou as que claudicam nas bocas ácidas dos bêbados nos bares.

Somos tão perfeitos quanto as sujeiras das imperfeições que se despegam de nós e se misturam ao chão, esse mesmo, que por ventura qualquer pisam e pisamos.

Entre todas as palavras vivemos, muitas vezes sem entender todas as palavras o que somos, em busca das mais certas ficamos entre algumas palavras da precisão que se perde em si. Escolhemos esquecer algumas entre outras e perdemos todas as palavras que somos.

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Camiseta branca

Ponho meus chinelos vagabundos, minha bermuda, minha camiseta, que costumava ser branca e saio de bicicleta pelas ruas de São Paulo sem muito saber pra onde ir.
Com esse começo de fome que faz contrair o estômago, sinto essa sensação como se fosse uma garantia de vida. Estou vivo afinal…

Paro num botequim antes de chegar na Paulista, ainda não sei aonde vou, mas paro para comer um kibe, tenho que comer alguma coisa, e um kibe com molho de pimenta parece perfeito, sempre.

Da bicicleta, agora com a sensação de satisfação, desvio daqueles que vão na direção contrária, continuo pedalando sem saber aonde ir, mas na tola direção da esperança de me encontrar, sorrio, é dia, faz sol.

O trânsito é rápido e flui em emoções e sentimentos diversos, como se as pessoas por trás do volante tentassem em vão controlar os palavrões gritados, as freadas bruscas, os artistas de rua, os ambulantes vendendo e a sensação de algo a ser feito misturada com essa culpa.

Invariavelmente acabo na mesma livraria, tomo lentamente um café, olho as prateleiras, as pessoas, tento imaginar os diálogos que estão tendo. Imagino quantas e quais delas seriam aquelas emoções por de trás dos volantes, das freadas, dos xingamentos.

Entre as prateleiras, os livros são tantos, tantas coisas, tantos filmes, tantas variações de solidões, todos buscando-se em pedaços de vidas gravados por tantos outros.

Continuo sem saber aonde queria ir… agora é voltar pra casa e esperar a hora de tentar tudo de novo, como se fosse a primeira vez.

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Pra VOCÊ que…

Um sorriso que esconde da vida
Um sorriso uma saída

Uma entrada pra algum lugar
Uma porta para um caminho
Algo que não se pode saber, será?

Algo que se quer
Algo a se evitar

Mas o sorriso não deixa esconder
Há um mistério, mais de um, pode ser
Esconde a vida o resto de etéreo
Que se perde entre o tic-tac insessante dos relógios

Que há pra se ver por de trás do sorriso dela?

Nunca vi nada igual.
Continuo acreditando que toda vez que ela sorri, o mundo para por um breve instante…

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a VisÃo e os conceitos

Você pode ver a imagem que todo mundo vê, mas o que percebe,tende a ser só seu, sua percepção, que se alia a seus sentimentos, seu contexto, enfim. Nesse instante, quando você consegue retratá-la, percepção em imagem-palavra, nesse momento, algo que só dizia a você, o quem viu o que viu, passa a transmitir algo a outrens.

Tem-se aí tua exclusiva arte, exatamente o que se percebeu do que se viu, sem pensamento, sem censura.

Sem conceitos …

Talvez porque o pensar não seja fruto puro da visão de uma imagem ou cena, o pensar acabe sendo poluído por dogmas, preceitos crenças e tudo o mais que vai sendo implantado na gente todas as horas de nossas vidas.

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Just Any day to make A day

A day like any other
A day like me
And you

Any given day
No less no further

It’s simply it, it’s what it is
It’s not the name or number that matters
It’s what you do, that does make A day

When the end of that day comes
And after all hard work
If you can still give out
Shine out a smile
Shine out a smile after all
Even if your leg hurts
Even if your head is full
Your heart is full scars
And you’re confused

Unresting head, go to bed…

I wish I had told you how to do things right
But then, life would lack the lust of living

I know it won’t work as a justification for my absence

I wish I had been present more times
But then, now, it is all wishing
After all, that time has gone
After this and that
It will be only a written wish on a silly paper

And as I look through the window
Rain washes away my remains in thoughts
It has gone another day
And between smiles and tears
Time grows by
And we go on pretendig life is good

Forgetting about ourselves
Convincing each other that were just dreams

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It’s so obvioUs…

Not so much sense
Not so much so

Things don’t move in life in a perfect straight line
Not everything makes sense, not everything has to
Not everything has to be logical
Some things just happen, and that is it
Some other are precipitated by…

Many different and unpredictable sources
If you look close, things just don’t make sense

We have to learn how to leave with that
That is part of maturity process
It is part of getting older
You have to pay that tribute

That is probably the main reason why I am not just so fit to that fact.

Got get going, make it do whilst…

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Por aí

Fui andando
Pra frente e pra dentro
Encontrei muita gente,
Gente viva
Esperando por mim

Fui voltando
Pra dentro e pra frente
E encontrei
Muitas coisas
Que ja não lembrava
Tê-las ou sabê-las

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Erro

O tempo errou
Na dose certa
Me fez mais tolo
Te fez mais cega

O tempo acertou,
Na hora exata,
Te fez mais mulher
Te fez mais sensata
Te fez mais forte e bela

Para me suportar
Com carinho,
Para me embalar
Num sono
Intenso e tranquilo

Para me deixar
Errar de novo
Para não me deixar
Errar sozinho

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Coma day

If you come home
After all
I will bake you a chicken pie

Give you my own seat
Let you comfortably
Lay your back
On my lap as pillow
As if I’ve always been there

Out there to you

Don’t give up
Don’t give away
It will come one day

Stay together
You will feel stronger
But sometimes
Better off alone

Never being so much so
So much true
Never letting go
No one
No one

If you come
Home one day
I let you say what is wrong
I change the place of forniture
Give you, your own room
Your own place to be you

Better know, I have moved away

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Get to knOw

Before putting your heart
Into the business
Check if isn’t it the business
But put it in
Your heart, come on

Don’t leave it out
Put it into the business
Put your heart in the game
And play

Sing
Sing that song
You used to sing
Using your mouth
With your heart
Moving air around heads
When you’re completely alone
Just no one, no you

Don’t choke
Don’t compress
All the words
In your throat
All that, you had to say
With all you had, planned too
All the changes never made
Standing staring just at you

Looking back to all those moments
You didn’t meet
Your own expectatios
You desaproved yourself
Desaproved
As beeing, let be
Never getting to see
Anyone, any you

Meeting people is easy
Meeting people
In fact it is
After you meet yourself it’s true.

Meeting people is easy
Everybody is happy or will
End of line will come and cut

Cut, cut, cut.

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Et enCORE Deux

Aqui mal se consegue sonhar, eu sempre acreditei que todos deveríamos ter o direito de sonhar e não ter efetivamente direito a quase nada, faz do sonho algo tão distante de nós, que seguimos sem saber o significado, o seu real significado, aquele além palavra. Aliás, nunca soube direito o que quis ou quer dizer, ouço muito, ouço em troca de quase tudo e por minha conta sigo na seleta ignorância, mas verdade é: mal sei o que significa…

Eu fico vários dias olhando crianças entrarem na escola pela manhã e imagino o que irão aprender. O que podem aprender que não seja sonho? Nessa construção de restos de um pouco quase tudo, o que podem aprender que não seja sonho? Com que sonham essas crianças daqui? Como as ensinam a possibilitar?

O dia começa cedo, antes mesmo do sol, e para chegar na escola, há um grande caminhar, em todos sentidos, os pés não mentem, o olhar esse. Do nascer até a hora certa e quando a hora certa é precisa, no ir à escola efetivamente.

Escola de que, pra que foi criada essa instituição? A que e quem serve a escola? A nós, será?

E tem duas coisas que preciso tanto que não consigo me lembrar, et encore deux…sinto muito não lembrar.

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Seus OlhoS

Eu sou seus olhos
Tudo que vejo
Tudo que vês
Eu sou seus olhos
Ainda assim
Sou nada

Eu sou seus olhos
Vês?
Sou seus olhos
Não sou você
Sou contigo
Vejamos o que se vê

Eu, seus olhos
Não percebo
Apenas vejo
O ver que se forma
Quando abres
Quando fechas

Quem percebes és outro

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AusenTE +

Entre eu e todo o resto do mundo
Entre eu e vocês
Esse abismo
Desesperante

Ecoam pedidos de socorro
Roucos de tanto gritar
Esse silêncio inquietante

Entre eu e todo o mundo que resta
Entre eu e nós
Essa ausência
Esse abismo
Esse silêncio
Essa tonteira que não cessa

Hoje tenho febre
Sempre tenho sede
Tenho sono e durmo mal
Não entendo bem
O que queria entender
Aceito

Tenho medo, é, tenho
Tenho barba, um ou outro dia
Tenho aquilo que é só meu
Tenho o que qualquer um tem
Tenho necessidades próprias
Além de prazeres
Que insisto precisar

Olho pro além distante
Olhos longe
Eternos de momentos

Me sinto faltando
Ausência que corta
Ausências navalha

Já nem sinto tanto
Que corte, que pranto?
Já nem sinto mais
Sinto muito
Percebo, claro

Mas nem sinto tanto mais

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Será quE dá pra parcelaR?

Entra dia, cai dia, é quase sempre mais do mesmo azul. Olho pela janela do ônibus que me leva daqui, e penso: é como se os momentos se acotovelassem numa multidão furiosa, buscando fugir de um perigo qualquer que justifique a vida, não sei, querendo passar a qualquer custo, qualquer preço, qualquer vida, qualquer coisa que consiga se salvar.

Com tudo isso, amontoam-se os anos e caducam-se cada vez mais, atribulados com agendas gigantes, intermináveis e incompreensíveis, notinhas em papéis dobrados, compromissos despencando da cabeça num sem fim de eventos, num acúmulo material que atropela impiedosamente o ser. Esse esvaziamento de ser vai matando aos poucos, aos montes.

Do que será que eu precisava tanto que já nem me lembro mais?
E ainda tem mais duas coisas que não podia esquecer…já não sei

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Nada é só Uma CoisA

Aqui tudo é enorme
Tudo é muito
O que é ruim
E o que é bom
Se confundem

Pra você, pra mim
Pra qualquer um
Ninguém tá a salvo de nada
Tem tanta gente inerte
Que nem dá mais para diferenciar
Um ou outro

São opostos em um só
Um só ser antagônico
Autofágico
Impiedoso

Ao mesmo tempo
Nada é só uma coisa
Aqui é, tem sido assim
Desproporcionalmente pervertido
Invariavelmente torto

Nós
Perdidos
Seguindo a direção das massas
Ausências

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O poeTa E o poeMA

O poeta não é o poema
Nem, um poema
Nenhum poema

O poema não é poesia
Nem o poeta
O poeta não é poesia
Não é A, nem uma poesia
Nenhuma poesia

A poesia está no que lê
Está no que come
Em todo e qualquer nome
Todas e nenhuma poesia

Quem sente além do que vê
Está em você
Assim, simplesmente

Anda, cospe

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Veloz demais passado

Tudo passa tão rápido
Que tudo já passou
Ninguém percebeu
Tudo passa num tempo
Que nada consegue seguir

Tudo passa, já foi

Tão veloz que tenho que voltar para estar comigo

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A iGnorância, o AbisMo e a compreensãO

Há um abismo de variados tamanhos entre as ignorâncias e as compreensões.

Onde será que estou agora?

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AcrediTa-se Em deUS

O campo não é verde, nada sequer próximo disso.

Quando se vê uma árvore, acredita-se em deus, e aqui árvores são tão raras que cegamos de chorar, Oh milagre! Aqui, a verdade dos deuses fala pela boca da natureza, é seca, corta a cara com vento e sol, não tem piedade.

Mas na hora que encosto meu ouvido na máquina de tirar água lá dos fundos da terra, percebo a beleza daquele som. O som, grita toda felicidade que explode no final daquele momento. O som da àgua relando o cano e espocando alto fora da mangueira com tanta força que transborda, dava pra ver as cores luzindo no céu de sol, se você prestasse atenção, cores que nem sabia o nome, ainda nem sei. Mas o bom mesmo era que a gente aproveitava pra se molhar. É, era um banho bom, dava pra notar como sorríamos todos.

Tenho tão poucas lembranças boas com ele, tanto é, que segundo me disse a moça que entende do que penso, faço boas as que eram ruins, pra criar volume, como se roubasse numa partida de damas onde jogo contra mim mesmo. O que importa é que a sensação acaba sendo boa nesse instante. Um instante de sensação boa tem sido raro, sei que o certo seria ter as lembranças boas e as ruins, mas tenho escolhido errar nesse ponto.

A história que sei dele, essa verdade, é que se foi, foi pra outra cidade, sei nem bem de fato onde fica, mas era pra ganhar dinheiro, pra ver se conseguia fazer água brotar do chão que nem em casa de seu Damião. Meu pai se foi atrás de água, pela esperança e sumiu no sol do sertão, nunca mais o vi, se evaporou. Diz-se aqui que o calor é tão grande que se some no sol. Tem dia que penso que se há sonho pra se sonhar, sonho seria então, ver meu pai aqui dando água para todo mundo e pra mim. Eu sorrio nesse momento.

Minha mãe amargou desde então, acho que ela briga com a gente pra tentar não deixar em nós os poucos traços de meu pai, acho que ela deve ver isso por que em alguns momentos ainda a vejo sorrir. Somos em três… Ela dizia que meu pai era um sonhador. Nunca soube eu direito o que faz um sonhador…

Essa seca toda aqui, tão dentro de mim.

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sO wHat

You’ve got a point, ok

I’ve got a pint.
…another one, please.

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Quem sabe

Acho que nunca te disse :
- eu te amo!
é, de fato nunca consegui. Hoje percebo, faltou
Daqui, ouvindo um pedaço do que fomos nós dois

Antes noite, que jamais
Te digo:
- eu te amei, eu te amo!

Beijo, tudo de bom, tudo de bem
Esse tempo que não consegue voltar
Quem sabe, a gente se vê quando tudo isso acabar

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É…foi quase #2

Quase fui aí
Quase te falei
Meu medo de te ver
Tudo que senti
Tudo que pensei
Quase
quase superei
teu medo de seguir
quase fui alguém
com quem pude fugir
seu medo de se ver
mesmo
hoje

não sei
o que foi que vi
quase te encontrei
quase, te perdi
Quase tropecei
Quase que caí
Quase que andei
Quase consegui
Mesmo 
ainda não voltei
de onde me esqueci
de ontem, eu deitei
não lembro se dormi
ou quase
quase que tentei
quase consegui
isso
é
eu sei

Agora, tá feito

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É…foi quase

Quase fui aí
Quase te falei
Meu medo de te ver
Tudo que senti
Tudo que pensei
Quase
Quase superei
Teu medo de seguir
Quase fui alguém
Com quem pude fugir
Seu medo de se ver
Mesmo
Quase tropecei
Quase que caí
Quase que andei
Quase consegui
Mesmo
Ainda não voltei
De onde me esqueci
De ontem, eu deitei
Não lembro se dormi
Ou quase
                                  Hoje
                                  só
                                  Não sei
                                  O que foi que vi
                                  Quase te encontrei
                                  Quase, te perdi
                                  Quase que tentei
                                  Quase consegui
                                  Isso, é eu sei

Agora, está feito.

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HOJE tEm ShOw

Fiz menção aquela canção que tinha feito pra você, toquei um sem fim de vezes pra tentar te trazer pra perto, como se entoasse um mantra, como se desesperadamente tentasse fazer uma respiração boca-a-boca, ressucitar-te a qualquer custo.  Ainda não sei se o que fiz foi o errado ou o certo, mas meu impulso foi muito maior que minha razão. Pensei pra caramba a respeito de tudo, assim mesmo, dessa forma genérica, mas a precisão do tempo já havia passado.

Enquanto canto sozinho me lembro, me esqueço, me perco e vejo lugares sagrados passando por mim, como se de um aeroplano em queda.

Empresto palavras dos outros porque já não as tenho pra dizer que venham de mim.

Ontem fez frio aqui, e espalhar os filmes pelo chão da sala já não tem mais graça, faz sentido e tudo, a sensação ainda é boa, mas não é suficiente. Fazer de conta que sou louco só me entristece mais e me distancia de tudo.

Peguei outro livro, e mais outro, não consigo com nenhum deles dar caminho, mas não desisto, insisto em páginas pra ver se algo me resgata desse deserto. Meu maior problema, eu mesmo.

O documentário que escolhi, fala da incapacidade de reconhecer o maior presente que alguém pode dar. É um relato impressionante do reconhecimento da incapacidade do autor e diretor em perceber o que tentava tão insistentemente dar seu devoto empregado.

Olho para todos os cantos da sala, como é grande, percebo, como está mal feita, mal cuidada. Como não combina nada com nada, e nada comigo.

Reúno o resto das coisas que você me deu pra te devolver qualquer dia.

Hoje tem show da banda que a gente gostava de ouvir, comprei ingressos pra nós, mas dessa vez eu vou sozinho…

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Tantas e todas PalavraS

Eu queria poder dizer
tantas semanas
engarrafadas na minha cabeça
sufocadas na garganta

meses esperando
todas as palavras
num ato de compaixão
escreva algo bom
algo vivo!

creio, de diferentes formas,
que sendo espontâneo
o que se escreva
refletirá apenas
o que se percebe
sem muito pensamento
sem mais ocupações
furtivas ou censoras
que possam descarrilar
um sem número de cortes

não é raro o instante
que me sinto
uma quase-máquina de escrever
melhorada, é

tenho que ser melhor que uma máquina
uma máquina desgovernada, sim

num dado momento
a escrita
claramente domina O que escreve
e dá no que dá
e dá no que deu
está escrito.

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SaudADes

dessa toLa obstinação
eu sinto saudades constantemente
as vezes sinto falta de mim
mas senti tua falta ontem e hoje
ou mais correto talvez fosse dizer
senti tanto a tua presença
que cheguei a perceber tua falta

solitário
um outro dia, só
o começo e o fim
o caminho

um monte de gente e eu
não
acho q não sei o que estou buscando
logo possibilidades são bem vindas

buscando vou ver o que fazem
os que tem e não percebem
os que não tem e que precisam
os limites impostos
os limites imaginados

me incluo
me comparo
tento me inserir em contextos
não necessariamente meus

vc, eu, como qualquer outro ser que sabe o que não é
aí esta a genialidade

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Motif

Deve haver algum motivo ou razão para que sejas como és ou não, um dia cansarás de tanto tentar fazer sentido de tudo para que aparentes ser mais ou menos razoável.

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47 jeitos e vezes, 47 sE

Se eu te repetisse 47 vezes que te amo, talvez nem assim adiantasse; se te lê-se 47 páginas 47 de 47 livros; se de novo te ligasse 47 vezes embriagado; se te mandasse 47 mensagens tentando te acordar, te trazer de volta… tinha que ter sido naquela hora…

Mas muito menos do que isso, te deixei naufragada de mim.

Se te dissesse que o que esqueces-te foi o quando;  logo você tão precisa e logo eu tão desconexo de cronologias; se fosse menos mal comigo, contigo, conosco, com tudo. Não precisava ter sido 47 vezes melhor que nada, precisava ter tido coragem de ser apenas eu contigo. Só precisava não ter sido uma única vez tão cruel, a ponto de não te explicar que 47 nomes te falaram 47 coisas que sequer quis contestar, que alvejado por teu medo e por minha covardia, simplesmente concordei, confirmei coisas que nem fiz. Consegui de uma só vez sucesso, após tantas tentativas fracassadas.

Ah, se eu te dissesse, apenas e uma só vez, uma só, quantas quarenta e sete mil vezes senti falta de ti, do teu sorriso, do teu jeito só teu. De quantos planos foram 47 vezes chorados pelo que se escondeu e não foi dito.

47 beijos a ti destinados, te chegariam como carinho e não como dor ou pretensão.

47 dias atrás, quando fui te encontrar, te perdia.

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Caminho

O que foi que você fez

Com tudo aquilo que te dei

Os livros que deixei

Os versos que escrevi

Tanto que não sei nem mais

 

O que é que você viu

Seja lá o que for

Estava muito além daqui

Estava muito além de tudo

 

Saio para trabalhar sozinho

O dia nem clareou

Fico esperando as horas

No meio dessa multidão

 

O que é que você fez

Das coisas que deixei

Nada que entreguei


Você cuidou

 

As plantas do jardim

As flores que plantei

Todas mortas

Como seguir

 

Caminho

 

Bebo as coisas que não fiz

Por cabo esqueço outras

Que nãopodia esquecer

Me empurra a vida

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Deixa aSsim

Mais um dia ordinário. Uma manhã adorável, com coração carregado de emoções represadas de passados e presentes confundidos como num livro de história bagunçado, sem muito ou nenhum comprometimento com o cronológico, tanto que me perco na releitura dessas páginas, algumas soltas, outras grudadas, tantas perdidas. Se começo a me perguntar muito… melhor ser mais moderado consigo.

Não há como contestar que as coisas ocorreram em sua própria ordem, cada uma a seu tempo, mas os efeitos vão se embaralhando nessa mente que inapropriadamente chamamos de coracão e o fato de serem ou não percebidas cronologicamente, não retira o seu impacto acumulativo.

A inquietação é tamanha, que ficar despretenciosamente em casa parece algo impossível, por mais que tente admitir que talvez a simplicidade e a vida possam estar me demandando muito mais de tempo consigo, quase sempre, é pouco alento que encontro.

De tempos em tempos saio a me buscar por aí, como se estivesse a buscar meus pedaços, fragmentos espalhados, partes faltantes que não sei onde estão. Pelas ruas passam com pressa.  Seria ela, seria você, seria esse livro, seria essa vida ?

Persisto, até o momento que se esvazia a busca e buscar-me em tudo o mais me enfraquece  e cansa.

O sofá marcado de tanto ficar sentado buscando distrações para uma mente ocupada demais com pensares diversos. O sofá marcado de te tanto sentar, buscando encontrar conforto de estar e ser, mesmo sem saber muito bem o que se é, simplesmente ser.

Levanto-me mais uma vez para olhar a mesma geladeira de novo, a mesma geladeira vazia de novo. Pela sala percebo as partes jogadas no chão. A tv ligada em silêncio, imagens que não falam, imagens. Pessoas que não dizem nada, pessoas.

Tomo um copo de água, apago a luz da cozinha e percebo, é hora de ir deitar.

A busca agora é outra.

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Que se esconde em ti

Tudo o que vi
Já não sei
Tudo que não interpretei
Desse instante
Exatatamente impreciso
Virou poesia

Todo o restante
Acabou se perdendo
Dentro de um emaranhado
De pensamentos
Junto a tantos outros fragmentos
Perdidos instantes

Meus olhos já cansados
Entre o não conseguir ver
E o não querer
Independente de vontade
Vai uma imensidão

Vazia daquele que se esconde
Em mim, em ti, em todos e cada um
Aquele que não se consegue achar
Que domina sem pretensão
Esse que se diz dominar.

Até se perder a razão
No meio de uma confusão
Onde não necessariamente
Coisas tem que fazer sentido

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pOntO de Ônibus

A placa de papel roto, na mão rota como as roupas, suja como as ruas, pretas como as unhas.
Em farrapos como a pele retalhada pela vida, pela erosão causada pela aspereza do vento, da poluição, do sol e do descaso, marcada pelo provável atrito com o asfalto gasto e falho de buracos mal tapados pelo igual descaso de outras peles boas.

Luz de emergência, placa empunhada na mão, os olhos buscando o perdido, num horizonte de concreto e fumaça, num horizonte cortado por carros e vidas, vidas com pressa de chegar.

A placa empunhada na alma pelas mãos sujas da vida, os cabelos puídos e embaraçados cheios de poeira e pó. Olhos negros de asfalto, secos de mormaço e chaga. A placa empunhava as palavras, barulho não fazia qualquer, entreaberta a boca ainda se viam uns dentes.  Só, ocupava o único banco vazio de se esperar pra seguir adiante.

Todos os outros bancos cheios, cheios de gente querendo sair pra algum outro lugar, cheio de gente que não via o banco, cheio de gente com medo.

A sensação por um momento, como uma foto mal tirada, desfocada pelos meus olhos e pela já presente contestação do meu meu cérebro, poluido de sanções e censuras. Como se a razão não quisesse me permitir ver aquilo que estava ali diante de mim, uma espécie de miopia seletiva e incontrolável. 

Tive que voltar a bicicleta, para poder confirmar e então finalmente acreditar naquilo que via, a placa, a sinalização e as gentes.

Luz de emergência, saída.

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Unsaid let

As many other unsaid words, as many other thoughts left to chance

As many actions that just stayed in my head for my own egoistic pleasure or to convey with my cowardly
I am not entirely sure of that

As I was not sure of the impact of saying what I was supposed to … or intended to

My so much own and private thoughts.
Wish I were enough brave to have said them that
At the right time…
Wish I were more than a bunch of wishes
Pile of junk dreams

Make it done!!

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about Nose picking

After writing about love I picked my nose as if I were at home, alone left with my belongings and uncurtained windows
After writing a love poem I picked my nose and noticed that the flight attendant got embarrassed as she perceived I was so dedicated to liberate me fro what ever should be inflicting such a discomfort.

So I went on and in a glimpse, realized that it was tremendously ridiculous and I should neither expose people to this hideous exhibition, nor portray myself as a protagonist of such scene.

I smiled demonstrating no shame to her, and asked for a napkin, it was all I did…

In my mind I truly imagined it would be fair enough mentioning her how ridiculous it was for a man to do such a thing in public, but it stayed only in my mind as many other thoughts that never came out.

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AmeRica’n craP

Nobody wants it
Nobody says so
Everybody has it
Nobody says no
It is the american crap

so…

I look for the breasts
No matter what’s left
It is the best one can get

Look at that, it is a lion!
But look all the rest
Take a guess, it is all fake
All pastic, all glass

And the smell,
Can you feel it?
The smell of the crap?

That is more than simple fat
That’s the america’n crap all over
All over

Come on, the beer is free
The sex is 10
The blow job is less
You get a free 5 to play your 20′s
But you can see how beautifull it is
And how good it smells
The high club
The penthouses
The nice rooms
The view to the pool
The view to the strip
It is all that you gona get

But if you are lucky enough
You may scape harmless
That is the america’n crap
That the way it is.

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LETing it go

When I realized
I was dead
When I tried to fix
It was gone
The moment stolen
From our history
Our time
It flew away
And to true
I am not shure
Was it only from my mind
was it real
or kindI let it go…
Yeah, it was me

It has nothing left to be done

Another story to be built
From loose fragments
Lives
Another moment to be dealt

When you realize
Hope it is before you re dead
don’t do like me
Instead

Do it at the moment you feel it has to be done
Say it at the right moment you feel it has to be said

So say
Shout
Cry out loud,
To yourself
To the crowd

The death of many things
In you, in me, in all around

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Love uNdone

For all the love left
For all the love that is gone
For all that love has shown

So far, so

For all in me from you
For all in me to you
For all, all
For all that love was meant
For all that love
For all that was meant in love
In the name of

Since then loved
Since though believed
So thus existed

Love from all
or one heart

Experienced

Love has gone
Love so far
So much gone
For so less done
Since believed
So existed
Love has gone far

Once back
Love is to mend
Unconditionally
What the lack of love
Has left undone
Love

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After all, all

Any further senseless disturbances
Are from an abnormal perception of what it should be
Should have been
I don’t know what is real, what is good
What is really good
Not anymore

Lost in false references

Sometimes some truth comes over
Like gods made by hands of mans
Persistently forcing me to believe
The ulter is in fact creature of what have created

Sometimes angers me so much such
Hating all by all meanings all

the easy all

The cry is for living
The cry is for now
All that this moment is carring for so much long

Sometimes the truth is so outrageously mad
That misplaces the rationale
Confusing whatever man profess

I don’t know anymore
Where lies it all
Where lies little momentary peace
After all that I saw
And what seeing, enabled me to see
After all.

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“…mai eu num sou um robo sanguino!”

Estamira, minha loucura e respeito.

há momentos em que a realidade da loucura é tão pungente que confunde a gente, entorpece toda aquela nitidez que nos conforta tanto, nem sabemos bem porque.  Será?


O monte de lixo avança
Um monte de gente alcança
A frente
O monte de lixo
o monte de gente

O monte de gente avança
Um monte de lixo alcança
Mulher, homem, criança
Um monte lixo e de gente
O monte gente de lixo!
O monte de gente!!!

Um bando de Urubus e gente

O monte de lixo fede
O monte de lixo podre
O monte de gente fede
Ao monte de gente
O monte de lixo fede
Ao que regurgitou
Ao que não comeu
Refugou
Outras gentes

Gente que não chega nesse monte
Que vive no monte sem mente
Onde o lixo não fede
Como fede essas gentes

Monte de lixo de gentes
O monte de gente viva!
Monte de gente viva
Monte de gente
Monte de gente
Monte, montes!
Gentes, gente!


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Here, lies

Here lies
There lies
Where truth
Goes flies

here
heavy

here truth
there lies
here and there
there and where
truth and lies

here lies
herethrough
truth bye’s
lies lies lies

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The death of many things

Morrem tantas coisas todos os dias
Tantas ou mais quantas nascem
Nascem muitas outras pessoas
Que como coisas amontoam-se
Na vida
A morte de tantas coisas vai acontecendo
Às vezes percebemos
Às vezes não

The death of many things goes on

O intrigante é procurar o papel de cada uma delas
O papel de todas e cada uma
Nascem tantas coisas todos os dias
Tantas quanto morrem
Que como coisas dejetos, refugos
Amontoam-se
Pela vida
O nascimento vai acontecendo
Mesmo sem nos darmos conta

The birth of many things goes on

O intrigante é entender o papel de cada uma delas
O papel de todas
Morrem tantas coisas
E os dias se vão nesse embalo
Vagueiam entre o medo e a conformação
E os dias se amontoam como coisas e fatos
Entre a morte e o nascimento de tantas coisas
Os dias se acotovelam
Desesperados para chegar a algum fim

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too fast…

Can’t you see the beauty?
look again
Don’t rest
don’t look too fast

has failed the test?
don’t test, lest
don’t look too fast

can’t you see the happiness?
look again, and over
don’t rest
don’t look too fast

what you can see
by looking too fast
is anything but what has been

it is an atribute of the past
so, look again
stop, don’t ask
don’t look too fast

too fast goes a place he doesn’t know
true why know
if more relevant is to show
don’t ask
read again
don’t leave too fast

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Herético…

Pra provar que deus não existe

primeiramente, 

há que se ter fé

muita fé!

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Quando não se quer mais…

Quando não se quer mais
Por incrível e mais absurdo que pareça
Fica tudo mais fácil
Muito mais fácil do que quando se quer.

Então, deve ser simples…
é só desquerer seja lá o que se queria,
mas há que se ter cuidado para não se desquerer muito
porque aí, querendo desquerer,
você estará querendo e o ponto é
não querer mais.
Não quer, não querer

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é…é…hum…era o que?

esqueço nomes e datas
e tudo o mais que me aborrece
com uma facilidade
que me impressiona tanto
quanto me assusta

“… pra nós
todo o amor do mundo”

eu sou carinhoso com quem desperta carinho
sou mal com quem desperta maldade
não sou nada demais, sou como a cidade
cheio de ruas que levam e trazem
cheio de ruas sem saída
cheio de engarrafamentos e enchentes
que às vezes transbordam.

cheio de caminhos e atalhos
que só fazem aumentar a distância
tudo em mim
nada

sou cheio de lugares
cheio de lugares vazios
terrenos baldios
cantos sombrios
onde não alcança o sol

cheio de parques e lagos
cheio de caminhos
sou cheio de mim
sou cheio de mendigos
pedintes, indigentes
cheio de casas em ruínas
e edifícios gigantes
canteiros de obras
movimento e construção
sou cheio de calçadas lotadas
com gente
com vida passando
se esbarrando
se entreolhando
discutindo gritando

sou cheio de lugares especiais
e livrarias cheias de livros
como espelho de frente pra espelho
sou incomensurável
amplo
infinitamente bom
infinitamente mal
infinitamente eu
infinitamente você

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Quero ser bom João, boa Maria

Vamos nos escondendo de nós mesmos entre nossas histórias, nossas desulpas nossos medos, que nos aprisionam numa jaula invisível mas intransponível…

Vamos vivendo pedacos, frangalhos, destroços do que jamais fomos, sobras farelos de sonhos… tudo que nos permitimos?

E aí, quando falha todo o resto, quando falha todo o demais, vem a reza pedir a graça que o imbecil não conseguiu.

Não adianta rezar imbecil, tem que fazer.

Faça alguma coisa, faça alguma merda!

Certa ou errada, pouco importa, qualquer pouco é melhor que nada.

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Tudo que quero é nada, agora

Quero ficar só, simples assim. Não quero dizer fisicamente só, mas silenciosamente só. Não é algo que pretenda pra minha vida inteira, não é assim que me comporto, mas hoje é o que quero. Estou fatigado de tanta deliberação e consulta de opinião disso e daquilo.

Vez por outra tenho essas vontades, talvez todos tenham. Busco a comparação com os outros, nesses momentos, para me acalentar com a sensação de normalidade pausterizante do leite em caixinha, sei lá, sei bem lá…

Ligo a TV na intenção tola de ter algo para distrair minha cabeça, como mascar chiclete, mas lembro que cancelei o contrato e mais, ao ver a tela azul, me recordo que desconectei os cabos da TV a cabo e por um instante rio da minha maluquice, da minha idiossincrasia. Rir faz bem, dizem os mais sábios.

Deixo a TV no azul, não faz ruído, não requer nada, só o azul só.

Não quero necessariamente o silêncio, sîlêncio demais é funesto, algum barulho é bom, mas tem que ser um barulho que não irrite.

Acho que essa sensação resiste uns poucos minutos, ligo o computador na ânsia de ter alguém lá, mas de ter alguém, só isso, não necessariamente que eu vá querer conversar ou demonstrar interesse em nada. É para eu saber que tem alguém e pronto, é tudo.

Quero ter certeza que estou sozinho consigo e para tal preciso dos outros, preciso de vocês.

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O Sebastião

Tentei acordar cedo hoje, mas uma sensação horrível, como se estivesse entorpecido, um peso de chumbo nos olhos que só nos deixa ver tudo em volta meio turvo não me permitiu sequer mexer minhas pálpebras, quiça minhas pernas. Desliguei quarenta e sete vezes o despertador até me convencer de que seria melhor mudar a programação, avançá-la em 2 horas, assim poderia continuar a tentar dormir.

Lugarzinho barulhento de merda!

Mais de um ano e ainda não me acostumei com essa zoeira, são caminhões acelerando e freando, vidros quebrando, gritos isolados, discussões acaloradas, feirantes, cachorros, enfim, um sem número de entes sonoros, dos mais variados tons que pululam as ruas engarrafando meu travesseiro, tornando o que seria a prazerosa atividade do dormir num desafio indigno, sem limites ou exageiros, como estivesse em risco eminente de morte.

É verdade, não tenho dormido, tenho desfalecido de cansaço, tenho morrido consecutivamente.

Acordei hoje com uma sensação de ter bebido o mundo na noite passada, mas nem sequer tomei minha usual coca light. Chego a pensar que estou senil, por não acreditar nas lembranças que tenho e preferir confortavelmente, acreditar que esqueci o que passou. Assim, eu crio uma atmosfera de dúvida e mistério consigo.

Fiquei feliz de ter lembrado que havia sonhado um sonho maluco, cheio de histórias de mauhálito e outras putrefações, o que credito quase que exclusivamente à carne com alho do almoço. Devo ter adormecido de fato e portanto, se adormeci, dormi!

O café é curto, peço no mesmo botequim de sempre, o atendente me reconhece e me chama de carioca, eu sorrio sem graça como sempre, sei que ele vai continuar insistindo nessa brincadeira idiota, mas ainda estou com muito sono e acho que se for cortá-lo posso exagerar na mão e não quero que ele cuspa no meu expresso. Numa golada tomo meu café, não preciso de açúcar ou adoçante. O meu desejo é simples, quero despertar.

Entro no táxi, quase sempre o mesmo motorista, ele sabe para onde vou, mas mesmo assim pergunta. Ele está certo eu é que estou sem paciência e resmungo a resposta…

É, hoje é Sebastião!

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O que que isso tem a ver com tudo?

O ano passado passou como um vômito, foi rápido, incomodou uns, outros e deixou aquele gosto estranho na boca.
Agora que começa a secar, sai aquele odor fétido.
Vejo as pessoas com cara de ressaca, caras e bocas de azia…
Há de se fazer inúmeros gargarejos para tirar esse mal cheiro.Em linhas gerais, foi um ano bom.

Quanto às escolhas, a cada dia percebo mais e mais que não há as certas. Há as que fazemos e pronto. O que fazemos entre uma escolha e outra é o que mais importa.

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Justa medida

Uma colherinha
a mais
de fermento,
fez desandar
todo o bolo,
que ia te dar.

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Bebe porra

O bêbado
perdeu as contas
passou da hora
sorriu pra moça
perdeu outras contas
esqueceu de tudo

O bêbado
contou as vitórias
passou da hora
sorriu pra outras moças
e perdeu aquela

aquela moça
esqueceu de tudo

O bêbado
chorou as derrotas
riu sozinho
é… perdeu a moça
esqueceu de tudo
como chegar em casa
caiu do sono
e morreu com o susto.

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Está tudo bem…

Em relação ao tempo
Em relação às pessoas
Sei pouco mais
Que sabia
E tallvez o que saiba
Nada diga a mais
Nada além do que ja deva saber

Se não soubesse esperar
Se não soubesse agir
Sem agir esperando
Por estar
Por viver

Sobre o tempo
A história, o caminho

Me importa a vida

Dentre as explicações
Que me dão e que me dou
Fato é que
Ela passa mais rápido
Agora, e só tende a acelerar

Eu simplesmente fingi que estava bem
Foi só isso
Fingi estar bem…

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É…é…foi?

minhA LOUCura é minha indentidade
entre a lucidez dos outros
e o meu sonho

maldade

experimento diversas insanidades
minhas e deles
uns que assumem as suas próprias
aqueles que negam loucamente
outros que assumem a possibilidade
falando sozinhos, murmurando
eu que já sei que sou maluco mesmo
rio
a maluquice de pensar nisso tudo
outra loucura que não vem sozinha

diversas loucuras entre o acordar e a sanidade dos meus sonhos
acho que quando sonho sou mais normal
principalmente porque não me lembro de todos eles
isso preserva a idoneidade desses momentos de sanidade
Sim! Sim!

É…
Foi…

ainda nem bebi nada…

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Minha ilha bela

Trago as coisas que vivi
Pela vida
No meu coração

Enquanto corre o tempo
Voam meus pensamentos…
Estou pensando ainda em ti
Minha ilha solitária

Hoje, a pessoa
Que baixou
As janelas do meu corpo
Enquanto ressonava docemente
O mar

Vento
Entrou e varreu tudo
Encheu de ar novo
Meu lugar

Hoje, as marcas
Que ficaram
No meu corpo
São as impressões
De uma vida
De amores
E de tudo o que virá…

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The spirit that was

I am thankful, for the things I’m yet to have and posses, the places I will come to know, experiences I am to live, cause they make me go further beyond. I am also thankful for those I can’t have, cause they make me understand that one should compromise with life.

I am trying not to be thankful for those things I’ ve got, instead, just not to appear too much ungrateful, I’m trying to understand and respect the different stories and contexts that came to cross my life transforming myself as I perceive different aspects of people, relationships, lives, suffering, joy and how it all relates.

I praise your friendship and respect your loving character!

I am awfully proud to say I came to meet You, I do not believe in coincidences, they are there to explain life to people that let It pass through them…

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O cheiro do podre do pranto

A faca que corta a tua carne
A lente que mostra a sujeira
A mesma mulher que pari
O sangue que desce, a carreira
O gosto de ferro, o amaro
O vazio do olhar
Desespero

O sangue na boca encrustrado
Alimento que não te sacia
Quem vem não te traz um abraço
Tira o quem já não tinha
Um pouco, mais um pedaço
O Sorriso te rouba, desvia

A água que lava tua cara
O sol que te queima a moleira
O lixo transborda da lata
Comida pra quem não tem feira

Essa porta que fecha o teu quarto
Protege nada do tudo que isola
Não exclui o teu tolo passado
Não acalma o que fica à espreita

Sobe a mesma subida de sempre
Cada dia uma nova ladeira
A saída que leva pra dentro
Você que busca lá fora
Fugido correndo em voltas

Cadê aquele mundo que ouve
Teu grito que aperta a garganta
A vida que vem em cascatas
O cheiro do esgoto, o estragado
O podre da menina, o pranto

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O único e o tudo que sobrou

O sutil equilíbrio do teu corpo esguio desviava meus olhos como um poderoso e inescapável ímã, ao mesmo tempo em que desconstruía meu conceito de até então conhecida beleza.

Como uma sensação inquietante que variava entre o medo e a ansiedade ante ao desconhecido, repousava meu olhar e entregava minha mente em reverência pura integral a tua graça, a tua forma, perfeita conciliação entre pensamento e consciência do espaço ao seu redor.

Um desses momentos únicos em que o mundo todo pára e transforma todo o mais em resto. Como se não houvesse nada mais a ser notado, nada mais que se perceber além de você, lá, o instante.

Pura, cristalina manifestação da vida, da decisão, da persistência, da convergência do todo ao ser.

Há que se lançar adiante, ou seria melhor esperar ser lançado?
Não, não creio…

Observava minuciosamente cada parte do teu corpo firme e gracioso, cravado junto ao piano. Ver-te alí me passava um conforto enorme, esperado por muitos anos em um cárcere solitário. Como se pudesse fazer um afago aos olhos…

Negro y branco, mescla de tons.
Fortes, firmes, longas pernas, em frágil ser…

Linhas precisas que formavam com a simplicidade que tanto assombra ao encontrar-se o que é único, qual fosse um cetro de poder, absoluto, pude presenciar a manifestação do todo que um pode ser.

O teu corpo esguio desviava meus olhos como um inescapável, poderoso ímã, ao mesmo tempo que o conceito de beleza era desconstruído várias vezes, sem cansar-me, de diferentes formas ao olhar-te, a mesma, lá…

E cada outra vez, primeira, encontrava-me um novo detalhe teu. ..

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Idiota persistente

…com o tempo a persistência vence a burrice.

Agora pelo menos sou suficientemente burro pra não questionar mais minha falta de inteligência.
Assim, leio livros mesmo sem saber se darei conta deles.
Uma hora, as coisas que estão escritas nas páginas começam a ganhar vida e fazem algum sentido, assim eu espero.
Então, nesse momento “eterno”, eu consegui dar conta de uma parte deles…

Valeu a pena tê-lo lido, ou deixar-se fazer parte da leitura. Isso pode acontecer com um livro inteiro, um parágrafo, ou até mesmo uma simples sentença.

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Mi isla bela

Trago las cosas que he vivido
Por la vida
en mi corazón
mientras coge el tiempo
vuelan mis pensamientos …

Estoy pensando en ti aún
mi isla solitaria

Hoy, la persona
que hay bajado
las ventanas de mi cuerpo
mientras o mar suenava dulce
viento
entró e varió todo
llenó de aire nuevo
ell hogar

Hoy, las huellas
que han dejado
en mi cuerpo
son las inpresiones
de una vida
de amores
y de todo que viendra…

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O que vai resolver ?

Conforto, tudo que podes me dar
Tudo que quero é você
Escape desse mundo ao redor
Afinal me deixas-te entrar

Tudo que posso te dar, carinho
Tudo o que queres, a mim
Escapei de um mundo confuso
Sozinho
Por fim, vim te encontrar

Tudo demais é a fuga
Todo o resto é a vida
Eu que só quero o carinho
Tudo que posso te dar

Tudo que não consegui fazer
Tu que queres tanto, o conforto
Todo o que podes ceder

Nada…
Nada demais é a fuga
Tudo que queria era o resto
Tudo que vi foi o medo
Às vezes preferiria estar cego

Por um momento só de sossego
A fuga do mundo confuso
A fuga do mundo ao redor
A fuga dos mundos, do novo
Nenhuma fuga melhor

Nenhum fantástico lugar para esconder
Nenhuma grande escapada
Que te tire de dentro de ti
Nenhuma fuga melhor
Fugir então pra que?

Fugir não vai resolver.

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Where you the mother fucker?

Você é tanto os outros, mas quem é você?
Você é quem eles queriam
Faz sempre o certo
O que tem que se fazer
Mas quem é você?

Você faz todo dia, tudo todo dia…

Faz do jeito deles, nunca do seu
O melhor que conseguiria,
Mas quem é você?
Quem é?
O que deixa?
O que traz?

Você se perdeu algum dia, algum dia
Você deixou de pensar você e pensar o resto
Deixou tudo pra trás, deixou tudo pra lá

Quem é você, quem era?
Quem é você quem é?
Não é o que vc quer ou tem, é o que é!

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Porque o caminho é seu!

De tanto buscar resposta cansei
Por tanto buscar resposta eu fui
Nenhuma raiz eu fiz
Nada comum cresci

Fui, andei e voltei

Deixei pedaços de mim por aí
Deixei pedaços, caí
E além

Tentando buscar um pouco
Caminhei e voltei
Procurei, olhei
De tantos olhares
Ceguei
Cegueira do cansar

Não olho para mais nada
Enfim
Nada que possa refletir qualquer imagem de mim

Qualquer outra coisa que possa me responder

E simplesmente vou

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Olha só #3

Até quando?
Até quando?
Até quando, o quando chegar.

Eu opto pelo silêncio nessa espera.

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Para onde irás amanhã? #2

O ônibus percorria as curvas, subidas e descidas da estrada que ia de Pamplona à Roncesvalles e um intenso pensamento nostálgico me envolvia, que mal percebia as pessoas que estavam a minha volta.

Pensava naquelas que deixara no Brasil. Os amigos que foram ao aeroporto, minha mãe que chorava junto às suas amigas -ela pensava que iria me tornar um monge e que dificilmente me veria como um jovem, “normal” como um dos meus amigos que ali estavam-.

E nesse ponto ela estava certa.

Como tudo o que envolve aprendizado, caminhar implicou cair e caí bastante…

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De tanto nada…

De tanto receio em dizer que te amava.

Nunca te disse, nem mesmo o quanto gostei de ti, o quanto quis te querer, talvez mais até que esse tal ordinário amor…
O quanto esse gostar me fez bem, me fez ser muito mais do que era…
Mais de um tanto que ja nem sei…
De tanto receio em dizer que te amava, acabei por ouvir: “já não dá mais pra suportar essa situação”;

Por não me permitir esse amor, não crê-lo, matei o que tinhas dele em ti pra mim.

Nunca quis, não te querer, e te esquecer no meu dia-a-dia é impossível.

Estás nas ruas e em tudo que vejo.
Nunca quis te dizer qualquer sim, à toa, quis ver o que querias, mesmo quando não querias a mim.
Te quis muito mais do que pude, muito menos que devia… tão clichê,
Achei que te conhecia, te conhecer…

De tanto nada fazer pra demostrar meu querer, de tanto nunca nada dizer, acabei demostrando o que não queria

Não te querer.

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Olha só #1

Pela primeira vez
aquela janela,
a mesma há tantos anos
me mostrou tudo
tudo que eu queria ver
Há tanto tempo

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Olha só #2

Que monstros
se esconderão
por entre as almofadas
do sofá
do grande
salão de estar
juntos em cada solidão
sozinho

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Para onde irás amanhã? #1

Eu tinha 21 anos de idade e poucas coisas importavam para mim.
Até aquele ponto, tudo que mais significava era ter dinheiro suficiente para conseguir tudo o que pudesse querer e conquistar coisas que seriam impossíveis há tempos.
Meu trabalho permitia que vivesse de forma extravagante e que me consumisse entre meus desejos e ganâncias, era tudo o que era, um homem por trás de uma conta bancária.
Meus amigos se acumulavam entre os que realmente davam e buscavam apoio e carinho e aqueles que desejavam desfrutar das coisas que nem mesmo eu conseguia.
Não sabia onde iria acabar, mas prosseguia vivendo dessa maneira tola, acreditando ser o tão falado “plenamente”.

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Booze around life fools

accept people from what they are
and all your concerns will desapear.
be certain of your beauty, your power
and doesn’t matter what people do
you will trully win
and better off will be then
you will be in a stable position
not because of victory it is empty after all
but because your perception of life and all aroud you

don’t you wish to be in peace
cause peace is the condition of those who are dead
and you are not dead, at least not yet.

so, be outrageous!
be conflictous!
be yourself!
be pretty!
be unreasonable!
delicious, delightfull
be yourself!
be ugly
all the rest will come
after your true decision is taken!

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Tá errado, certo?

Estou de saco cheio, meio indignado, meio várias coisas pra não estabelecer um outro nível a essa nossa caixinha mágica.

Estou cansado do certo e do errado, quero viver simplesmente, viver é mais importante do que errar ou acertar.

Viver e querer continuar, é muito mais importante que qualquer vã sensação de prazer ou fracasso que o estar certo ou errado possa te trazer.
Viver, é isso que se deve querer! estar certo ou errado depende de algo além de você.

Esqueça o certo e o errado. Viva, faça!

Você vai ver que tudo passa a ser mais leve e simples, que você consiguirá deixar manifestar o que você realmente é, e com isso, transformará tudo a sua volta e a sua percepção de tudo e todos.

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O Culpado 3

Quase sempre tudo o que vemos são os fatos, [circunstâncias + ato + reação = fato(resposta)] uma exemplificação quase marxista do que estamos abordando.

Entretanto o que nos chega para interpretação validadora, permeada sim de parcialidade ( pois não acredito em nada nem ninguém imparcial) são os fatos já prontos. Dificilmente ouvimos alguém nos contar sobre as circunstâncias que envolveram determinado acontecimento e esse comportamento, só contribui para que adotemos uma postura precipitada, carregada de falácias e estereótipos pré-fabricados pelo pragmatismo de uma sociedade maitas vezes bocó que eu, você e todo o resto aceitamos manter…

Eu sei e você sabe que o culpado é alguém que pode estar bem aqui, bem perto.

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O Culpado 2

Poucas são as pessoas que se preocupam com as circunstâncias que envolvem ou envolveram uma determinada situação, o que levou alguém a fazer algo, ou o que pode ser feito para amenizar a implicação deste, reparando o erro. Infelizmente sentimos uma intensa necessidade de culpar, de achar culpados para os infortúnios que costumam acontecer.

Não seria estranho se numa análise da situação encontrássemos uma parcela de culpa nas nossas próprias mãos. Definitivamente, não podemos excluir esta possibilidade, mas a culpa, quase sempre mora no próximo, no que nos cerca, mesmo que seja por um pequeno e infeliz instante.

Se partirmos para uma análise mais profunda talvez vejamos que de pouco nos serve o culpado e buscá-lo, o que quase sempre fazemos para satisfazer um lado não muito explorado da nossa natureza humana, é apenas comum, mas tomado como imprescindível, ao invés de irrelevante.

Num mundo onde os fatos importam mais que os atos…

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o AliEnaDo

O que eu tenho aqui

Guarda ainda o tempo

A lembrança

 

Qualquer dia desses

Num instante

Pronto

 

Quando o alienado

For santo

E o impuro, o incauto

Sair cantando por aí

Versos perdidos

Como histórias incompletas

Caindo de um trem

 

Vou descobrindo que nunca

Fui nada

Nada além do tanto que me dei

 

Vou descobrir que saber não vale nada

Se é só por saber que sei

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Tempo, vontade, fé e feijão 1

Já foi importante viver, agora é importante manter-se vivo, sobreviver.

Hoje, a maioria de nós sobrevive ao tempo e às limitações a nós impostas. Não se vive mais no amplo sentido descompromissado que pressupõe naturalmente a vida. Tem que se ser algo, tem que se ter algo.

Quer viver-se tanto o tempo, todo o tempo, em tanta intensidade, que até justifica ter pelo menos um bom relógio, ( no meu caso mesmo, tenho alguns, mesmo que nem todos sejam tão bons assim) uma boa agenda, de preferência lotada de compromissos. O trabalho tem que ser muito, estamos sempre muito ocupados, de outra forma como estaríamos compromissados com nossa própria vida?

 

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Vida e duas pedras de gelo vagabundo

Longe
Longe daqueles
Longe de si
Longe demais

Copo de uísque na mão
Pensamento em todo lugar
Pensamento em nenhum lugar

Copo de uísque na mesa
Olhos no copo, o gelo
Pensamento nas pedras de gelo
Pensamento em nenhum lugar

Em um só gole
Como se um só gole fosse bastar
Como se um só gole fosse lavar

Pela foto
Hoje pela manhã
Vê-la distância

Pensamentos vão se embaçando
Gosto amargo desse uísque
Pensamento brigando com o tempo
Com o tempo que insiste em dispersa-lo

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